5 lugares mal-assombrados para conhecer em São Paulo

Por Lais Pagoto

A sexta-feira 13 chegou! A data cai sempre quando o mês começa em um domingo e é considerada pelos mais supersticiosos como um símbolo de azar, maus agouros e energias negativas. Além disso, o 13 é tido pela numerologia como um número de mistério, fazendo com que este dia se torne ainda mais macabro.

Se você já está cansado de se reunir com os amigos para assistir clássicos de terror e gostaria de algo um pouco mais ousado, aqui vai uma lista de 5 lugares (supostamente) mal-assombrados para conhecer em São Paulo.

Castelinho da rua Apa Comparação da fachada do edifício em 1990 (à esq.) e em 2018 / Bel Pedrosa/Bruno Poletti/Folhapress

Castelinho da rua Apa
Av. São João, 2150 – Campos Elíseos

Uma suposta briga entre irmãos que terminou em morte permanece como um dos crimes mais emblemáticos da história brasileira. Em maio de 1937, Alvaro e Armando Guimarães Reis foram encontrados mortos ao lado de sua mãe, a socialite Maria Cândida.

Segundo a polícia da época, Alvaro teria matado seus familiares e, depois, se suicidado. Mas a versão nunca foi comprovada. Há ainda a possibilidade de Armando ter cometido o assassinato ou mesmo que uma quarta pessoa fosse a autora do caso.

A posição em que os corpos foram encontrados também fizeram aumentar o suspense. Os irmãos estavam posicionados lado a lado, algo incomum para quem teria disparado em alguém e tirado sua vida em seguida. Ao lado dos dois, estava uma pistola do tipo Parabellum calibre 9, cujas balas não batem com as que foram utilizadas para matar a mãe — o que torna muito mais forte a suspeita de um quarto elemento no crime.

Depois de muitos anos abandonado, sob posse do INSS, o edifício passou a ser administrado pela ONG Clube Mães do Brasil em 1997. Em 2015, foi iniciado seu processo de restauração e, hoje, funciona como um centro cultural voltado para a população carente.

Edifício Joelma Incêndio deixou 188 mortos no conjunto arquitetônico de 20 andares / Apu Gomes (F)/Folhapress

Edifício Joelma
Av. Nove de Julho, 225 – Bela Vista

Mesmo quem não era nascido na época conhece essa história. No dia 1º de fevereiro de 1974, o prédio foi atingido por um incêndio que matou ao menos 188 pessoas. Boa parte delas trabalhava no Banco Crefisul de Investimentos. O fogo foi controlado em cerca de 2h após a chegada dos bombeiros.

No desespero algumas pessoas tentaram fugir pelas escadas, elevadores e outras se jogaram do alto do edifício. Cenas de horror tomaram conta da situação.

Muitas lendas cercam o local, uma mais sombria que a outra. Alguns sobreviventes relataram terem sido salvos por anjos.

Há também o caso das "13 almas do Edifício Joelma", trabalhadores que teriam ficado presos no elevador durante o incidente. Seus corpos estão enterrados no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina, que se tornou uma espécie de memorial. Suas identidades nunca foram reveladas, uma vez que ainda não existiam testes de DNA na época.

Mesmo sendo rebatizado de Edifício Praça da Bandeira, em 1978, e sendo utilizado por vários escritórios nos dias de hoje, ainda há quem diga que é possível sentir uma energia ruim no local.

Edifício Martinelli Construção em 1969 (à esq.) e em 2010 / Daniela Souza/Folhapress

Edifício Martinelli
R. São Bento, 405 – Centro

No início do século passado, São Paulo ainda não era tomada por tantos arranha-céus. Construído em 1924 pelo imigrante italiano Giuseppe Martinelli, o edifício conta com 25 andares, o que foi um marco para a metrópole.

O prédio, onde eram promovidos encontros da alta sociedade ficou abandonado por muitos anos e acabou virando ponto de prostituição, tráfico de drogas e até mesmo assassinatos.

Entre os rumores que circulam sobre o local está o da "Loira do Martinelli", uma mulher que teria cometido suicídio no início da década de 1930 e até hoje estaria vagando pelos corredores.

Casa da Dona Yayá Dona Yayá viveu reclusa em sua residência por 40 anos / Reprodução/Centro de Preservação Cultural da USP

Casa da Dona Yayá
R. Maj. Diogo, 353 – Bela Vista

Sebastiana de Melo Freire, mais conhecida como Dona Yayá, era membro de uma família da alta sociedade paulistana. Fluente em francês, a jovem também tocava piano e pintava.

Depois da morte de seus pais e irmãos, em 1900, sentiu o vazio de sua casa e, mais tarde, foi diagnosticada com transtornos mentais.

Os vizinhos costumavam dizer que era possível ouvir seus gritos ensurdecedores. Muitos afirmam ainda escutá-los, mesmo depois de sua morte. A lenda urbana também conta que, às vezes, uma imagem da jovem aparece na janela da casa.

A construção foi transferida à USP (Universidade de São Paulo) em 1969 e tombada patrimônio histórico do Estado de São Paulo em 1998. Desde 2004, o espaço é administrado pelo Centro de Preservação Cultural da USP, onde são promovidas diversas atividades de música, arte e teatro.

Capela dos Aflitos Construída em 1775, foi a única construção que sobrou do que foi o primeiro cemitério público da cidade, onde eram enterrados principalmente os escravos e os indigentes / Herman Graeser/Sphan/Alf Ribeiro/Folhapress

Capela dos Aflitos
Rua dos Aflitos, 70 – Traves. Rua dos Estudantes – alt. nº 52 – Liberdade

A história teve início em 1821, quando Francisco José das Chagas, o soldado Chaguinha, foi condenado ao enforcamento por liderar uma revolta contra a falta de pagamento dos militares. Na hora da execução da pena, algo sinistro aconteceu: a corda se rompeu não uma, mas três vezes!

Mesmo com a população clamando pela liberdade do moço, Chaguinha foi enforcado na quarta tentativa. Hoje, seu corpo está enterrado na Capela dos Aflitos, onde muitos fiéis se encontram para rezar.

E não para por aí: na década de 1990, o local foi atingido por incêndio e ficou com a faixada extremamente desgastada. A reforma completa foi aprovada somente em 2011.

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