Saem Doria e Alckmin, entram Covas e França; saiba quem são os novos governantes de São Paulo

Por Metro Jornal

A partir de hoje, eles vão governar respectivamente a cidade e o Estado de São Paulo. Bruno Covas (PSDB) e Márcio França (PSB) carregam em comum o fato de ambos terem nascido em Santos, serem homens de um partido só, articuladores políticos –os dois tinham essa função nos governos João Doria e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB– e, sob o aspecto físico, terem perdido alguns “manequins”: França fez uma cirurgia de redução de estômago, e Covas, dieta e exercícios.

França tem mais pressa de se tornar conhecido: ele é candidato à reeleição já em outubro. Covas tem mais tempo de deixar sua marca se quiser concorrer a ficar no cargo, pois o mandato que recebe hoje de “presente” –amanhã ele completa 38 anos– só acaba em 2020.

Conheça mais sobre os dois:

Bruno Covas Alice Vergueiro/ Folhapress

Bruno Covas
Neto de Mário Covas, fundador do PSDB, praticamente respira política desde pequeno. Nascido e criado em Santos, veio estudar no colégio Bandeirantes na adolescência e, no período, morava com o avô em pleno Palácio dos Bandeirantes, quando ele era governador.

Seu primeiro cargo eletivo foi deputado estadual, em 2006, depois reeleito em 2010, com a maior votação do estado. Alckmin o chamou para ser seu secretário do Meio Ambiente em 2011. Em 2014, ganhou a disputa para deputado federal.

Eleito na chapa “puro sangue tucano” com Doria para a Prefeitura de São Paulo, recebeu do chefe aquela que seria a vitrine da gestão: a Secretaria de Prefeituras Regionais, responsável pela zeladoria da cidade.

Mas a área continuou sendo alvo de muitas reclamações –varrição, mato alto, buracos, lixo– e Doria afastou o vice da pasta. Foi a primeira rusga entre os dois. Covas foi para a Secretaria da Casa Civil, para ajudar na negociação política com a Câmara. Agora, assume o cargo com as promessas de Doria a cumprir, mas com tempo de imprimir seu estilo e, com isso, se credenciar à reeleição.

Nas horas vagas, vai levar seu filho, Tomás, a jogos do Santos, especialmente no estádio do Pacaembu, que a prefeitura pretende conceder à iniciativa privada.

 

Mário França Bruno Rocha / Fotoarena /Folhapress


Márcio França

Desde a faculdade, mostrava vocação para a política: ali, já fazia parte do diretório acadêmico. Partiu para o caminho natural: a partir de 1989, foi vereador por duas legislaturas em São Vicente, no litoral, e depois virou prefeito da cidade, entre 1997 e 2004 –na reeleição, angariou nada menos do que 93% dos votos válidos.

Sempre no PSB, França seguiu a carreira política, elegendo-se deputado federal em 2006 e 2010. Sua habilidade na área foi útil a Doria: graças a ela, a coligação que elegeu seu agora concorrente ao Palácio dos Bandeirantes resultou no maior tempo de TV daquele pleito.

E é nesse mesmo tempo de TV que ele já conseguiu angariar nos partidos que lhe prometem apoio que ele aposta para se tornar mais conhecido no Estado nos próximos meses, quando vai governar os quase 44 milhões de paulistas, mantendo-se fiel a Alckmin, a quem quer suceder. 

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