'Pancadão' da Paraisópolis ultrapassa em três vezes limite de ruído permitido

Por BandNews FM
 Uma perícia acústica comprova: o ruído provocado pelo "pancadão" de Paraisópolis ultrapassa em três vezes o limite estabelecido pela lei.
 Na companhia de um perito, a BandNews FM acompanhou parte do "Baile do Dz7" na casa de um morador.
O laudo técnico revela que o ruído dentro do quarto, com portas e janelas fechadas, é de 74 decibéis.
O engenheiro acústico Ivan Imagawa diz que o tipo de barulho provocado por essas festas é justamente o mais prejudicial.
A Organização Mundial da Saúde considera a poluição sonora um problema de saúde pública, que pode acarretar problemas cognitivos e cardiovasculares, além de prejudicar a audição.
E, claro, a perturbação e o desconforto denunciados com frequências pelos moradores de Paraisópolis.
Por lá, a popularidade dos "pancadões" cresceu muito desde 2012.
O morador que nos recebeu em casa durante o baile, com medo de represálias, prefere não ser identificado.
Ele lamenta ter perdido a liberdade e conta que, com o portão da garagem de casa obstruído pelos frequentadores do baile, não pode entrar ou sair de carro depois das 23h.
A Polícia Militar reconhece que não é capaz de erradicar esse problema sem a ajuda de outras instituições.
O coronel Marcelo Vieira Salles, comandante do policiamento na região, afirma que a solução definitiva passa por ações educativas, de conscientização social e ambiental, mas não consegue prever quando isso vai acontecer.
Procurada pela BandNews FM, a Prefeitura de São Paulo explica que a "Lei do PSIU" não se aplica a ambientes externos – e, por isso,não pode atuar nos "pancadões", que acontecem nas ruas.
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