Com a queda da Selic, vale a pena aplicar em fundos multimercados?

Por Metro Jornal

Os sucessivos cortes na Selic vêm reduzindo os ganhos de aplicações de renda fixa. Com isso, investidores estão buscando produtos com mais riscos envolvidos.

Um dos destaques são os fundos multimercados, que encerraram o último ano com uma captação líquida de R$ 101 bilhões. O valor representa um salto de 414% sobre 2016, segundo a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

“É um investimento de maior risco que a renda fixa tradicional, porém, ao longo dos últimos anos, vem apresentando rentabilidade bem superior”, diz Richard Wahba, diretor geral da Garín Investimentos.

Os multimercados mesclam aplicações de vários mercados, como renda fixa, ações, câmbio, entre outros, seguindo uma política predeterminada. Um gestor é responsável por tomar as decisões de aplicação do dinheiro.

“É uma ótima opção para quem busca uma diversificação de investimentos simples e prática a fim de garantir menos risco e mais rentabilidade”, afirma Thiago Nigro, consultor de investimentos.

Segundo Nigro, a modalidade dá acesso a muitas outras aplicações que o investidor iniciante não conseguiria ter acesso sozinho. Além disso, o multimercado, por misturar classes de investimento, pode ter uma rentabilidade melhor com um risco controlado. “Assim, permite que o gestor trace estratégias envolvendo ativos de naturezas distintas, permitindo que seja mais agressivo ou conservador dependendo do cenário”,  diz o consultor.

Wahba acrescenta ainda que os multimercados têm a agilidade para entrar e sair das operações de maior risco, o que os pequenos investidores não têm.

A aplicação mínima varia de fundo para fundo. Nos grandes bancos, uma boa aplicação costuma ter mínimos de aplicação altos, de R$ 100 mil ou mais. Mas é possível encontrar em corretoras bons fundos a partir de R$ 1 mil, diz Nigro.

Uma das dicas na hora de procurar um fundo multimercado é prestar atenção nas taxas e sobretaxas. Segundo Nigro, muitos fundos investem em outros fundos, e o investidor paga taxas por isso. “Além disso, é recomendável procurar por fundos com bom histórico, pois é muito comum ter ofertas de fundos com baixo histórico”, afirma.

Uma das vantagens do multimercado é a possibilidade de contar com o conhecimento de um gestor qualificado para tomar as decisões de investimento. “É preciso olhar o histórico da equipe de gestão, sua consistência em apresentar bons resultados, sem que o fundo tenha tido desvalorizações substanciais”, afirma Wahba.

O investidor deve saber  ainda se o fundo faz alavancagem, ou seja, investe uma quantia maior do que o seu valor patrimonial. Nesse caso, há risco de se perder dinheiro além do valor investido com a operação. 

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