Crianças aprendem a identificar 'Fake News' na sala de aula

Por Aiana Freitas/Band News FM

"Se eu vejo uma notícia, clico no link e não abre nada, já sei que é mentira e eu não compartilho." "Para você saber se uma notícia é mentira ou não, você tem de entrar em sites confiáveis."

As dicas poderiam ser dadas por especialistas, mas são de crianças de 10 e 11 anos que estudam em um colégio particular da zona sul de São Paulo; lá, as fake news são debatidas em sala de aula.

A Unesco diz que a alfabetização digital desde a infância é essencial para promover o acesso igualitário à informação, mas no Brasil iniciativas semelhantes ainda são poucas.

"Da mesma forma que nós ensinamos língua portuguesa, matemática e química, a gente tem de repensar e colocar uma matéria sobre o mundo digital", opina o professor especialista em tecnologia e colunista da BandNews FM Gil Giardelli.

A criadora da plataforma de checagem "Aos Fatos", Tai Nailon, concorda: "Se a gente vive numa sociedade em que a informação é relevante, é um fator preponderante para você ser contratado para um emprego, para você se relacionar com seus amigos, para você comprar uma coisa que você quer, por que não o compartilhamento saudável de informações de internet?"

Os especialistas ressaltam, ainda, a necessidade da conscientização dos usuários, que precisam pensar duas vezes antes de compartilhar conteúdo duvidoso.

Fundador do site Boatos.org, Edgard Matsuki cita características que costumam ser percebidas em todas as notícias falsas:

O texto é muito vago e não cita fontes; tem caráter muito alarmista, com palavras como "alerta", "cuidado" e "atenção"; tem muitos erros de ortografia e concordância.

"Por fim, quase todo boato termina com pedido de compartilhamento", diz.

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