Zona Azul de São Paulo terá administrador privado

Por Metro Jornal

Projeto de concessão da gestão da Zona Azul em São Paulo pode render mais de R$ 1 bilhão à prefeitura. O prefeito João Doria (PSDB) anunciou ontem um edital de manifestação de interesse privado para o sistema de estacionamento rotativo por até 30 anos.

Para elaborar a licitação, a prefeitura publicará hoje no “Diário Oficial” um chamamento para que empresas apresentem ideias de como podem administrar o serviço.

“A concessão tira despesas da prefeitura e proporciona um ingresso de recursos na casa dos bilhões de reais para projetos de mobilidade urbana”, disse Doria.

O monitoramento dos pontos de Zona Azul e dos veículos estacionados nas vagas rotativas seguirão sendo realizados pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). “A definição da tarifa, o período em que a cobrança funciona e a fiscalização ficam com o poder público”, explicou o presidente da companhia, João Octaviano Neto.

Com as propostas em mãos, a prefeitura fará estudos e audiências públicas para apresentar o edital. A concessão do serviço da Zona Azul já está autorizada por lei desde 1997.

“A manutenção pelo poder público encontra limitações burocráticas e não combina com a implantação de novas tecnologias”, afirmou o secretário de Mobilidade de Transportes, Sérgio Avelleda.

Desde a migração da Zona Azul do papel para o digital, a arrecadação com o serviço subiu 63%, de R$ 55 milhões em 2016 (quando o projeto começou a ser instaurado em julho) para R$ 89 milhões no ano passado. 

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