São Bernardo diz que vai realizar cirurgias em até 90 dias

Por Metro Jornal

A Prefeitura de São Bernardo, na Grande São Paulo, anunciou nesta terça-feira que, a partir de agora, todas as cirurgias atendidas pela rede municipal de saúde pública serão realizadas em um prazo de até 90 dias no Hospital de Clínicas, no bairro Assunção, e no Hospital Anchieta, no Centro.

A promessa foi feita pelo prefeito Orlando Mornado (PSDB), durante o encerramento do programa Saúde Prioridade Cirurgia. De acordo com o chefe do Executivo, a ação iniciada em agosto do ano passado conseguiu “zerar” a demanda reprimida por procedimentos de alta complexidade na cidade durante os seis de meses de duração.

Segundo informações da prefeitura, havia 3.178 pacientes na fila de espera por operação em setembro de 2017. Até ontem, as equipes dos dois hospitais municipais conseguiram realizar 4.720 cirurgias no período, diz o município.

Com a fila “zerada”, o objetivo da gestão municipal agora é atender todos os novos pacientes que entram diariamente no sistema em até 90 dias, utilizando a estrutura deixada pelo programa, como o acréscimo de leitos – 10 destinados às cirurgias – e médicos.

Entre as operações atendidas pelos equipamentos municipais estão urologia, ginecologia – somente no HMU (Hospital Municipal Universitário) -, vascular, hérnia umbilical, entre outras. Procedimentos mais complexos, como cirurgia na coluna, são atendidos por hospitais estaduais, como o Mário Covas, em Santo André.

“Aqui (no Hospital de Clínicas), tínhamos 40% de operação. Agora, temos 80%, e até o final do semestre vamos chegar a 100%. Tudo que ampliamos (para o programa) não vai acabar. Pretendemos realizar 500 cirurgias por mês, isso vai fazer com que a fila não cresça”, afirmou Morando.

Antes do projeto, a média mensal de operações era de 343, diz a prefeitura. No total, o município afirma que foram R$ 5,5 milhões investidos nessa etapa do Saúde Prioridade, sendo R$ 1,5 milhão em novos equipamentos e cerca de R$ 4 milhões em contratação de profissionais, pagamento de horas extras e toda a mão de obra para fazer os hospitais funcionarem.

Mais médicos

Morando disse ainda que autorizou anteontem a contratação de 20 novos médicos para as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) da cidade. No entanto, não revelou quando os profissionais começam a trabalhar porque depende da efetivação das contrações pela Fundação Santo André, que tem convênio com o município. 

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