Reciclável equivale a 48% do que vai ao aterro de Santo André

Por Metro Jornal ABC

Santo André busca dar sobrevida ao aterro municipal, que tem apenas mais dois anos de utilidade, de acordo com a prefeitura. A situação poderia ser melhor, mas quase metade de todo o lixo despejado como comum pelos moradores é reciclável e, consequentemente, aterrado sem necessidade. No total, são 48% de plástico, vidro, papelão e papel descartados de forma errada, sobrecarregando o “lixão”.

A gestão municipal demonstra preocupação quanto ao futuro do aterro e da reciclagem no município. “A população ainda não se conscientizou e a nossa cidade acabou deixando de fazer (o despejo ideal), mas agora estamos retomando”, explicou o prefeito Paulinho Serra (PSDB).

Diante da situação, a prefeitura lançou na tarde ontem uma companha para conscientizar e incentivar os moradores à colaborarem com a coleta seletiva. O programa vai trabalhar com divulgação nas redes sociais, nos veículos de comunicação e informação porta a porta.

O que pode servir como esperança é que o índice de reciclagem da cidade passou de 12%, em 2015, para 30%, em 2017, segundo estudo feito pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental).

Paulinho  afirmou que o crescimento nos números de reaproveitamento foi resultado de novos ecopontos, das cooperativas, além do projeto Moeda Verde, que recebe material reciclável e em troca dá alimentos hortifrutis.

“Gastamos quase R$ 80 milhões anuais com a coleta seletiva. Esse dinheiro poderia ser aplicado em outras áreas caso a conscientização aumentasse e a reciclagem atingisse níveis maiores”, afirmou o prefeito.

O chefe do Executivo também prometeu ampliar o projeto Moeda Verde para outros pontos na cidade no mês que vem. Entretanto, não revelou quais áreas do município vão poder contar a ação, que até o momento funciona apenas no Núcleo dos Ciganos, em Utinga.

Ampliação do aterro

As ampliação do aterro sanitário municipal deve ser iniciada só no começo do ano que vem, segundo o Semasa. A prefeitura afirmou que já entrou em contato com a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) em busca de autorização para realizar as intervenções. O órgão estadual ainda não se posicionou a respeito, de acordo com a empresa municipal de saneamento. Se sair do papel, a ação poderá dar mais seis anos de vida útil ao aterro.   METRO abc

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