Diadema fica mais colorida graças aos grafites

Por Metro Jornal ABC

Diadema ficou mais colorida nos primeiros meses de 2018. Na contramão da onda de muros cinzas que atinge outras cidades da Grande São Paulo, como a capital, o grafite tomou conta de paredes por diversos bairros do município, famoso por valorizar a cultura de rua.

Uma das medidas que possibilitou as pinturas veio de parceria entre a tradicional Casa de Hip Hop da cidade com a secretaria de Habitação municipal. A partir de dezembro do ano passado, um grupo de artistas foi convidado para grafitar painéis nos novos conjuntos habitacionais entregues pela prefeitura.

Em janeiro, foi a vez dos moradores da comunidade Novo Habitat, na Vila Nogueira, receberem casa acompanhada dos desenhos. A comerciante Zenita Borges Vieira, 59 anos, se mudou para a residência no início do mês passado e diz ter ficado surpreendida com os grafites. “Achei bonito, muito bem feito. Dá um clima diferente para a vizinhança”,  comentou.

Segundo a secretária de Habitação de Diadema, Regina Gonçalves, a parceria com os artistas faz parte do programa Bem Viver.   “São  elementos para que as pessoas valorizem seus espaços e criem identidade com o local”, disse.

O grafiteiro Edson Jesus da Silva, 47 anos, mais conhecido como Edinho, foi um dos artistas responsáveis pelas pinturas. Ele costuma usar bastante cores e imagens de crianças nas artes.  “Estamos em um tempo cheio de violência e ódio. Então, tento passar essa mensagem de amor, por meio da inocência infantil, que a gente acaba perdendo com o passar dos anos”, explicou.

Os novos grafites também se espalham por muros do Centro e do Parque Real.

Fazem parte do grupo artístico também os grafiteiros Pixote, Zói, Mel, Nenê Surreal, Edgard, Sarara, entre outros. 

Desenhos esperam por reparo em Santo André

Desenho no Centro da cidade Desenho no Centro da cidade / Alessandro Valle/ABCDigipress

Em Santo André, a história é diferente. Reportagem do Metro Jornal mostrou, em novembro do ano passado,  que uma nova pintura de grafites na avenida Santos Dumont, no bairro Casa Branca, prometida em março de 2017 pela prefeitura para ser feita entre o fim de agosto e o começo de setembro do ano passado, ainda não foi realizada.

O mural foi produzido em maio de 2015. No entanto, os desenhos foram danificados com tinta branca e permanecem vandalizados. Por outro lado, a Concha Acústica, no Centro, ganhou novos desenhos no final de 2017.

Pinturas deram lugar a muros cinzas

Grafite na rua Louis Pasteur, no Parque Real Grafite na rua Louis Pasteur, no Parque Real / Alessandro Valle/ABCDigipress

A contrário de Diadema, que tem apoiado a arte de rua, a gestão do prefeito da capital, João Doria (PSDB), encobriu grafites com tinta cinza assim que assumiu a prefeitura, no começo do ano passado. O caso que causou maior polêmica foi o mural apagado parcialmente na avenida 23 de Maio, feito por cerca de 200 artistas em 2015.

As decisões da gestão envolvendo o tema geraram protestos de pessoas ligadas à arte e cultura. Na ocasião, Doria afirmou que os grafites foram retirados por meio do programa “Cidade Linda” porque estavam danificados com pichações. No lugar das pinturas, a Prefeitura de São Paulo instalou um jardim vertical em fevereiro do ano passado.  METRO ABC

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