Ministério muda versão sobre munição que matou Marielle

Por Ansa

O Ministério da Segurança Pública mudou nesta segunda-feira (19) sua versão sobre as balas compradas pela Polícia Federal que foram utilizadas no assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes.

Na última sexta, o ministro Raul Jungmann havia dito que a munição fora roubada da sede dos Correios na Paraíba. Após a estatal ter negado a informação, o Governo Federal voltou atrás na declaração e disse que cápsulas do mesmo lote foram encontradas em uma agência postal paraibana.

O lote de munição foi comprado pela Polícia Federal em 2006, mas algumas de suas balas foram utilizadas nos assassinatos de Marielle e Anderson e na maior chacina do estado de São Paulo, com 17 mortos, em agosto de 2015. A PF ainda não explicou a presença de suas munições nos dois episódios.

"O ministro [Jungmann] não associou diretamente o episódio da Paraíba com as cápsulas encontradas no local do crime que vitimou a vereadora e seu motorista. Explicou que a presença dessas cápsulas da PF no local pode ter origem em munição extraviada ou desviada e informou que há outros registros de munição da Polícia Federal encontradas em outras cenas de crime sob investigação", justificou o Ministério da Segurança Pública, por meio de uma nota.

Até o momento, ninguém foi preso pelo homicídio de Marielle, que era a quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro e crítica da intervenção militar no estado, da violência policial e do governo de Michel Temer, além de ativista dos movimentos negro, feminista e LGBT.

Recursos

Em meio à comoção pelo crime, o presidente da República prometeu nesta segunda-feira um repasse de R$ 600 milhões a R$ 800 milhões para a intervenção no Rio. O valor exato ainda será definido.

O Governo Federal tem usado o assassinato de Marielle para tentar reforçar a necessidade da ação militar no estado.

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