Coronel da PM questiona comoção por Marielle: 'Por que transformar em mártir?'

Por band.com.br

A morte da vereadora Marielle Franco, do Rio de Janeiro, ganhou repercussão internacional. Assassinato brutal foi capa dos principais veículos de comunicação do Brasil e do mundo na última quinta-feira, 15.

A vereadora, integrante comissão que acompanha a intervenção militar no estado fluminense, e militante do movimento negro foi morta a tiros enquanto voltava de uma roda de conversa com mulheres negras no bairro Estácio, região central. Marielle seguia para casa na Barra da Tijuca, zona norte da capital carioca.

O motorista Anderson Gomes e uma assessora da parlamentar também estavam no veículo. Baleado, Gomes morreu imediatamente. Já a assessora foi ferida por estilhaços e passou cinco horas em depoimento à Polícia Civil durante a madrugada.

Na noite de quinta-feira o coronel Washington Lee Abe – Comandante do 5º Comando (Cmdo) Regional da Polícia Militar do Paraná (PR) publicou uma carta em resposta as acusações e suspeitas sobre a Polícia Militar (PM), leia o desabafo publicado pela Tarobá News na íntegra:

Por que o mundo inteiro respeita a Polícia? Por que o mundo inteiro precisa da Polícia? Não existe governo, não existe judiciário em nenhum lugar do mundo sem uma polícia. Por que tanta tentativa de transformar essa vereadora em mártir? Ela representa o povo? Que povo? Qual segmento do povo? Do cidadão de bem?

A Polícia Militar, responsável pela morte de negros e pobres na ordem de 30% no País (segundo a vereadora) é morta por quem? Pelo cidadão de bem? Nós, PM, saímos pelas ruas escolhendo 30% de negros e pobres para matar (hahaha). Quando atingimos a nossa quota diária, vamos completar nossa meta matando brancos, asiáticos e tudo o mais que aparecer na nossa frente.

É assim que funciona? E quando morrermos em combate, tentando salvar uma vida inocente que clama pela nossa presença, vamos aguardar pacientemente os políticos, a imprensa, autoridades que estão fazendo todo esse alarde pela morte dessa “pessoa” intitulada vereadora, promotora dos direitos humanos, mãe, homossexual (como ela mesma se apresenta) fazerem também o mesmo alarde exigindo respostas rápidas e firmes das autoridades? O mais incrível é declararem em coro que os matadores “sabiam atirar”, insinuando serem Policiais.

Nós, Policiais, temos uma missão muito maior do que essa mesquinharia. Somos muito mais do que “isso”. Somos a Polícia!

Coronel Washington LEE Abe – Comandante do 5º Cmdo Regional da Polícia Militar do Paraná

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