Motorista assassinado no Rio tinha dois filhos e fazia bico para sustentar a família

Por Metro Jornal, com Estadão Conteúdo

O motorista Anderson Pedro Gomes, de 39 anos, assassinado na noite da última quarta-feira (15), no Rio de Janeiro, tinha dois filhos e fazia bicos para sustentar a família. Foi o que declarou sua esposa, Ágatha Arnaus Reis, em entrevista ao Bom Dia Rio nesta manhã.

Segundo Ágata, que é funcionária pública, "Anderson era uma pessoa muito boa, ele ajudava todo mundo no que ele pudesse. Um pai muito amoroso, um marido maravilhoso."

"Deus levou meu marido, não sei com que propósito. Ainda é difícil aceitar", desabafou a esposa do motorista.

Pelo menos nove tiros foram disparados contra o carro onde estavam Anderson e a vereadora Marielle Franco (PSOL). A polícia trabalha com a hipótese de execução por motivos políticos, mas nenhuma linha de investigação foi descartada.

Há oito dias, Marielle, que acompanhava na condição de vereadora a intervenção federal, como forma de coibir abusos das Forças Armadas e da polícia a moradores de comunidades, recebeu denúncias envolvendo PMs que patrulham a Favela de Acari, na zona norte do Rio. Moradores contaram, na primeira reunião do Observatório da Intervenção, no Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), da Universidade Candido Mendes, que dois homens foram assassinados por policiais e tiveram os corpos jogados num valão. Segundo estes moradores, a PM vem se sentindo "com licença para matar" por conta da intervenção.

A vereadora compartilhou a notícia em seu perfil no Facebook, com a inscrição 'Somos todos Acari, parem de nos matar". "Precisamos gritar para que todos saibam o está acontecendo em Acari nesse momento. O 41° Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro está aterrorizando e violentando moradores de Acari. Nessa semana dois jovens foram mortos e jogados em um valão. Hoje, a polícia andou pelas ruas ameaçando os moradores. Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior", dizia a mensagem, que conclamava os internautas a reverberarem a denúncia.

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