Após morte da vereadora Marielle Franco, atos são marcados pelo Brasil

Por band.com.br

Após a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), na noite dessa quarta-feirra, no bairro Estácio, no Rio de Janeiro, vários atos foram marcados para esta quinta-feira (15), por todo o Brasil.

Entre as cidades com protestos já confirmados estão Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Brasília, Floripa, Natal, Curitiba, Salvador e Porto Alegre.

Execução

A parlamentar estava em um carro quando foi abordada por homens armados. O motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, foi atingido e também morreu. Uma assessora de Marielle foi ferida de raspão e passa bem. Os criminosos conseguiram fugir.

A Divisão de Homicídios trabalha com a hipótese de execução. Nove tiros foram disparados contra o carro.

Marielle, que era militante do movimento negro, voltava de uma roda de conversa com mulheres negras no bairro da Lapa quando, de acordo com testemunhas, teve o carro emparelhado por outro veículo, de onde partiram os tiros.

Eleita com 46,5 mil votos, a vereadora era socióloga e mestra em administração pública, e ficou conhecida por sua atuação na defesa dos direitos humanos e na luta por melhorias nas políticas públicas para as favelas do Rio de Janeiro.

Contrária à intervenção federal

Há duas semanas, Marielle havia assumido a relatoria da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio criada para acompanhar a intervenção federal na segurança pública do Estado. Ela vinha se posicionando publicamente contra a medida.

A parlamentar também chegou a denunciar, em suas redes sociais, no fim de semana, uma ação de policiais militares na favela do Acari. “O 41º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro está aterrorizando e violentando moradores de Acari. (…) Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior”, escreveu.

A PMERJ confirmou a operação e argumentou que criminosos atiraram contra os policiais e houve confronto. Durante vasculhamento na comunidade, dois homens foram presos e houve apreensão de um fuzil calibre 7,62 mm e oito rádios comunicadores, segundo nota da corporação.

Nota do partido

Em nota, a Executiva Nacional do PSOL manifestou pesar pelo assassinato da vereadora e destacou sua atuação política. “A atuação de Marielle como vereadora e ativista dos direitos humanos orgulha toda a militância do PSOL e será honrada na continuidade de sua luta”, diz um trecho. O partido também exigiu apuração “imediata e rigorosa” sobre as circunstâncias do crime.

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