Ladrões são mais ‘ágeis’ que a polícia na região do ABC

Enquanto criminosos roubam e furtam 53 carros por dia, policiais recuperam 17 diariamente

Por Eliane Quinalia

O trabalho da polícia contra o roubo e furto de veículos é praticamente de enxugar gelo no ABC. Enquanto os policiais recuperaram média de 17 carros por dia em todo o ano passado, os criminosos levaram cerca de 53 automóveis diariamente no mesmo período. Os dados são da SSP (Secretaria de Segurança Pública).

Em números absolutos, foram 19.552 veículos roubados ou furtados em 2017 contra 6.410 devolvidos ao dono pela polícia – taxa de recuperação de apenas um terço do que é alvo dos bandidos (32,7%).

Os números do governo estadual também mostram que caiu a produtividade policial na região quando se trata de recuperação de automóveis. Em 2016, 6.937  carros roubados ou furtados foram recuperados. Já no ano passado, o número caiu para 6.410, diminuição de 7,6% de um ano para o outro.

Somente em duas das sete cidades houve aumento na quantidade de veículos recuperados: Santo André e Rio Grande da Serra. Em todas as demais, houve diminuição da produtividade policial neste quesito.

“Esse é um dos grandes desafios da polícia do Estado hoje. Em torno de 40% a 50% dos casos os bandidos não têm interesse  em ficar com o carro e o abandonam. São nessas situações que eles são recuperados e a policia diz que é por mérito, mas  não é.
Se tivéssemos trabalho maior de investigação sobre qual o destino dos automóveis, a taxa desses crimes seria ainda menor.”, comentou o especialista em segurança pública José Vicente da Silva Filho.

Resposta

A SSP justifica que as polícias Civil e Militar combatem os roubos e furtos de veículos com diversas operações em oficinas e estacionamentos suspeitos de serem desmanches, além de realizar bloqueios policiais em locais em que há maior incidência deste tipo de crime.

A secretaria alega ainda que os casos tanto de roubos quanto de furtos de veículos diminuíram de um ano para o outro – de 21.623 veículos em 2016 para 19.552 no ano passado (queda de 9,6%).

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