Reforma de sacolão em Pinheiros pode retirar os comerciantes

Por Metro Jornal

Inaugurado em 1992, o sacolão municipal João Moura em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, será fechado para reformas em abril. A nova proposta, porém, pretende tirar os atuais permissionários do espaço.

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Segundo a Secretaria Municipal do Trabalho e Empreendedorismo, o projeto prevê a implantação de um centro comercial para produtos orgânicos, de agricultura familiar, voltados para vegetarianos ou alérgicos.

O comerciante Fabio Salvador, 24 anos, é responsável pela venda de frutas, verduras e legumes. Ele conta que não houve diálogo entre a prefeitura e os funcionários do local. “Estamos aqui desde que o espaço abriu. Se tivermos que sair, nós vamos falir.”
Os funcionários e donos dos estandes do sacolão se uniram e iniciaram um abaixo-assinado pela permanência dos comércios. Mais de mil assinaturas foram recolhidas.

Dos 15 estandes espalhados no galpão, seis estão desocupados. Para a psicóloga Beatriz Matalon, 62 anos, que frequenta o sacolão há três anos, a prefeitura poderia aproveitar os espaços vagos para implantar o novo projeto. “Eles tinham que manter o sacolão do jeito que está e implantar o projeto aonde está vazio.”

Os permissionários devem ser notificados ainda este mês e devem ser realocados. Para Maria Murra, 55 anos, que vende peixes, uma possível mudança depende do destino. “Afinal, eu estou em Pinheiros. Dependendo do lugar que oferecerem, eu não aceito”, explicou.

Queremos ajudá-los, diz secretária

Ao Metro Jornal, a secretária municipal do Trabalho e Empreendedorismo, Aline Cardoso, disse que a prefeitura irá oferecer pontos em outros sacolões para os comerciantes licenciados. “Queremos levá-los para locais aonde haja a demanda do seu produto”, afirmou.

Os permissionários que quiserem continuar no local terão que participar de uma licitação e se adequar à nova proposta do espaço. “O ideal é que eles sejam realocados para não perderem renda, considerando que o sacolão João Moura ficará fechado por, pelo menos, três meses.”

Sobre a possibilidade de ocupar apenas os estandes vazios, Aline explica que a proposta da prefeitura é de transformação do espaço. “Vamos construir uma cozinha experimental e um espaço para eventos sobre segurança alimentar".

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