Pré-candidatos em teste: definição abre caminho para negociação de alianças entre partidos

Por Marcelo Freitas/Metro Brasília

Com a corrida presidencial se desenhando, os pré-candidatos começam a construir panoramas para atrair votos. Em comum, os políticos trabalham com um asterisco: a presença ou não do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que condenado em segunda instância aposta fichas em decisões favoráveis na Justiça para ser candidato.

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Na largada, os governistas trabalham com dois nomes: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Maia tenta se reforçar com um cinturão político formado pelo Centrão em torno da candidatura, ainda considerada desacreditada, sobretudo pelo pífio desempenho na pesquisas. PP e Solidariedade sinalizam apoio. PRB e PR são os alvos do político.

Alckmin corre atrás para manter a tradição de cinco eleições com tucanos no segundo turno. Até agora, apenas o PSD declarou que subirá no palanque do PSDB, que vai atrás de PPS, que naufragou no projeto Luciano Huck.

O MDB trabalha com a candidatura própria, mas lhe faltam nomes. O partido jogou fichas no maciço apoio popular à intervenção na segurança pública no Rio de Janeiro para, até o segundo semestre, viabilizar a candidatura à reeleição de Michel Temer. A investigação do presidente no inquérito dos Portos somada à quebra de sigilo bancário colocaram os planos de molho.

Uma opção é tirar Henrique Meirelles do PSD, mas o nome é visto mais como um candidato a vice ou para compor chapa para o Senado.

A posição do PSB é aguardada. O partido tenta convencer o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa a concorrer, mas a aposentadoria lhe parece mais conveniente.

Herdeiro

Uma retirada de Lula da disputa colocará em marcha um movimento em partidos mais à esquerda. Ciro Gomes (PDT) se movimenta para ser a opção mais alinhada. Pesquisa Datafolha, porém, mostrou que a principal herdeira dos votos é Marina Silva (Rede).
Manuela D’Ávila (PCdoB) tenta embolar o novelo, que tem Guilherme Boulos (Psol) também como uma opção e que corre por fora.

O PT evita trabalhar com um plano B para não enfraquecer a estratégia da defesa do ex-presidente, mas internamente o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad é o nome mais lembrado como substituto. Nas pesquisas, o petista, porém, tem desempenho tímido: inferior a 3% das intenções.

Jair Bolsonaro (PSL) quer assumir o favoritismo e fincar os pés no segundo turno, contrariando as análises que dizem que a candidatura vai derreter ao longo da corrida.

Azarões

No páreo, o senador Álvaro Dias (Pode) frequenta a parte do meio das pesquisas, mas acredita que pode melhorar de posição com o tempo.

Fernando Collor (PTC) traçou a estratégia de relembrar feitos no governo, do qual sofreu impeachment em 1992.

O empresário João Amoêdo (Novo) surge como uma opção que tenta atrair o empresariado para o primeiro voo do partido nas urnas. Na linha ideológica, Paulo Rabelo de Castro (PSC) tenta ser o nome afinado com ideais dos evangélicos.

Entre os pré-candidatos de partidos nanicos, Valéria Monteiro (PMN) e João Vicente Goulart (PPL) entram na disputa para marcar posição.

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