Mulheres ocupam apenas 37,8% dos cargos de chefia

Por Metro Jornal

A presença de mulheres em cargos de chefia no setor público e privado recuou para 37,8% em 2016. No anterior, esse percentual era de 38%, e em 2013, chegava a 39,5%.

Os dados fazem parte do estudo de “Estatísticas de Gênero”, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Mesmo em número maior entre as pessoas com ensino superior completo, as mulheres ganham, em média, 76,5% do rendimento dos homens. Na faixa dos 25 a 44 anos de idade, 21,5% das mulheres tinham completado a graduação, contra 15,6% dos homens.

O IBGE aponta o tempo dedicado a cuidados de pessoas e/ou afazeres domésticos como um dos fatores que contribuem para as diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Em 2016, elas dedicavam, em média, 18 horas semanais, a essas atividades – 73% a mais do que os homens (10,5 horas).

“Em função da carga de afazeres e cuidados, muitas mulheres se sentem compelidas a buscar ocupações que precisam de uma jornada de trabalho mais flexível”, explica a coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE, Bárbara Cobo.

Também contribuem para a diferença de rendimento outros aspectos, como a segregação ocupacional e a discriminação salarial das mulheres no mercado de trabalho, diz o IBGE. “A mulher tem a escolarização necessária ao exercício da função, consegue enxergar até onde poderia ir na carreira, mas se depara com uma ‘barreira invisível’ que a impede de alcançar seu potencial máximo”, diz Bárbara.

No Congresso

Em dezembro de 2017, o percentual de mulheres parlamentares no Congresso era de 11,3%. No Senado, 16% eram mulheres e, na Câmara dos Deputados, 10,5%. Isso coloca o Brasil na 152ª posição entre os 190 países que informaram à Inter-Parliamentary Union o percentual de assentos ocupados por mulheres parlamentares.  

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