Júri decide esta semana se condena mais um policial por chacina em Osasco

Por Agência Brasil

O policial militar Victor Cristilder dos Santos, acusado de envolvimento na chacina de Osasco e Barueri, vai a júri popular nesta terça-feira (27), a partir das 10h, quando os jurados decidirão se o quarto agente de segurança envolvido será ou não condenado pelas 17 mortes ocorridas nessas cidades no dia 13 de agosto de 2015.

O julgamento será iniciado com o sorteio dos sete jurados que vão acompanhar os argumentos da defesa e da acusação e o depoimento do réu.

A previsão é que também sejam ouvidas 25 testemunhas arroladas pela defesa do réu e pela acusação, formada pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública. O júri será presidido novamente pela juíza Élia Kinosita Bulman.

Para a acusação, o policial Cristilder, como é mais conhecido, teria combinado com um guarda municipal sobre o inicio do horário da chacina por meio de mensagens no celular. Além disso, ele teria dirigido um dos carros utilizado na chacina e feito disparos com armas de fogo contra as vítimas. Ele foi acusado por oito mortes e também por tentativa de homicídio.

No primeiro julgamento do caso, os sete jurados decidiram condenar os policiais militares Fabrício Emmanuel Eleutério e Thiago Barbosa Henklain, além do guarda civil Sérgio Manhanhã. O policial Fabrício Emmanuel Eleutério foi condenado à pena de 255 anos, 7 meses e 10 dias de prisão.

O também policial Thiago Barbosa Henklain recebeu sentença de 247 anos, 7 meses e 10 dias. Já o guarda-civil Sérgio Manhanhã foi condenado a 100 anos e 10 meses. As penas somam mais de 600 anos.

Os dois policiais foram acusados de terem disparado contra as vítimas e respondiam por todas as mortes e tentativas de assassinato. O guarda-civil, segundo a acusação, teria atuado para desviar viaturas dos locais onde os crimes ocorreriam e foi denunciado por 11 mortes.

Eles responderam por homicídio qualificado, por motivo torpe, com emprego de recurso que dificulta as perdas das vítimas e praticado por grupo de extermínio, além do crime de formação de quadrilha.

As mortes, conforme o Ministério Público, teriam ocorrido como forma de vingança pela morte de um policial militar e de um guarda civil naquele mesmo mês. De acordo com a acusação, os agentes de segurança se reuniram e decidiram fazer uma chacina.

“Com isto, pretendiam a morte daqueles que entendiam serem responsáveis pelo crime ocorrido bem como dos integrantes de seus grupos. Tudo sem a preocupação com o fato de que, eventualmente, pessoas a serem atingidas fossem completamente desvinculadas com os motivos determinantes da chacina”, afirma a acusação.

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