Febre amarela faz 2ª vítima fatal no ABC

Por Metro Jornal ABC

O ABC registrou nesta quarta-feira (14) a segunda morte da região por febre amarela. Desta vez, trata-se de um morador de Ribeirão Pires, que contraiu a doença no interior do Estado. O primeiro caso foi em Santo André e divulgado na última sexta-feira (9) pela prefeitura, também de contaminação fora das sete cidades.

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A vítima, que não teve outros dados pessoais informados pela Prefeitura de Ribeirão Pires, era um homem de 35 anos. Segundo a administração, ele viajou para Mairiporã, cidade com surto da doença no Estado, em 6 de janeiro. Há, pelo menos, 14 dias, estava internado em hospital privado da capital, sendo monitorado diariamente pela equipe da Secretaria de Saúde e Higiene do município. A confirmação do óbito pela prefeitura veio no fim da tarde de quarta-feira.

Fora as duas mortes por febre amarela confirmadas importadas (contraídas fora da região), a região tem outros três casos positivos da doença, mas sem óbitos.
São Bernardo registrou o primeiro caso contraído dentro do município (autóctone) – homem, 35 anos, que mora no Jardim Palermo, mas trabalha no Jardim Represa. A prefeitura ainda investiga o local onde a vítima, que já teve alta, adquiriu o vírus.

Fora o óbito, Santo André tem um caso importado – homem, 24 anos, que viajou para Atibaia. Ele já teve alta.

"Não houve tempo para ele se vacinar"

As longas filas que se formavam ainda pela madrugada nas unidades básicas de saúde de referência de Santo André no início do ano, aliada à correria do trabalho diário, impediram o morador na Vila Junqueira de 44 anos se imunizasse contra a febre amarela. O então motorista, que fazia entregas por várias cidades do interior para uma empresa, dias depois, viria a contrair a doença. Para ele, foi fatal.

Até quarta-feira, o ex-morador de Santo André, casado e pai de dois filhos (1 e 18 anos), entrou para as estatísticas como a primeira morte do ABC por febre amarela contraída fora do município, caso tecnicamente chamado como importado. A confirmação da causa do óbito foi feita pela Secretaria de Saúde de Santo André na última sexta-feira.

“Meu marido não teve oportunidade de se vacinar. Chegou a ir algumas vezes na unidade da Vila Luzita, mas desde às 20h já tinha gente na fila para o dia seguinte. Ele saía de casa para trabalhar logo cedinho”, conta a mulher dele, que preferiu não se identificar nem dar o nome do marido.

A campanha de doses fracionadas no Estado só teve início dia 25 de janeiro, quando o então motorista de Santo André já estava internado em hospital de São Bernardo e morreria dia 31 de janeiro, na ocasião, com suspeita de febre amarela.

A mulher dele diz que o marido viajou na semana do dia 8 de janeiro para Capivari, distante a 139 quilômetros de Atibaia, cidade com surto da doença. “Ainda não peguei a rota que ele fez”, disse. Ele era pastor e se formou em Direito no fim do ano passado.

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