Bebê recém-nascido fica três dias em cela com a mãe, presa por tráfico

Por Metro Jornal

Um bebê recém-nascido, de apenas três dias, foi mantido na cela com a sua mãe, presa desde o último sábado em São Paulo, por suspeita de tráfico de drogas.

Jéssica Monteiro, de 24 anos, foi presa na sexta-feira (9), e deu a luz no domingo (11). Ao entra em trabalho de parto,  ela foi levada ao Hospital Municipal Inácio Proença de Gouveia, onde o filho nasceu.

Ela foi flagrada pela Polícia Militar com 27 papelotes de maconha, que totalizariam cerca de 90 gramas. De domingo até esta quarta-feira (14), ela ficou na carceragem do 8º Distrito Policial, no Brás, região central de São Paulo, com o recém-nascido, Henrico.

Segundo a versão da Polícia Militar, uma viatura foi apurar uma denúncia anônima no Bom Retiro, que dava conta de que Jéssica e o ajudante geral Oziel Gomes da Silva estariam repassando drogas. Com Oziel, que também foi preso, foram encontrados 37 trouxinhas de maconha e 40 eppendorf – ou pinos plásticos de cocaína.

Além da delegada Rosana Fernandes, que pediu à Justiça a prisão do casal, também o Ministério Público fez o pedido, por intermédio da promotora Ana Laura Ribeiro Teixeira Martins.

O advogado de Jéssica, Ariel de Castro Alves, membro do Condepe (Conselho Estadual de Direitos da Pessoa Humana), disse ao portal Ponte Jornalismo que ela estava muito abalada. “Ela foi presa com pequena quantidade, tem bons antecedente, é primária e, além do recém nascido, ela tem outro filho. Tem direito a responder em liberdade com base no estatuto da primeira Infância”.

A delegada Patricia Rosana Fernandes, do 8ª DP, considerou que havia elementos suficientes para enquadrar os dois flagrados no artigo 33 do CP. De acordo com o boletim de ocorrência, “a quantidade e a natureza das drogas, em princípio, não indicam a posse voltada para o consumo pessoal, assim como o local (conhecido ponte de venda de drogas) e o comportamento dos agentes”.

Por estar em trabalho de parto, Jéssica não compareceu a audiência de custódia, onde o luiz Claudio Salvetti D'Angelo decidiu pela manutenção da prisão.

 

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