Reajuste na tarifa de ônibus não será feito regionalmente, diz Consórcio do ABC

Por Metro Jornal ABC

O reajuste ou não da tarifa de ônibus na região ficará a cargo de cada cidade, ou melhor, de cada prefeito. “Não houve consenso”, afirmou o presidente do Consórcio Intermunicipal do ABC e prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), após a reunião mensal realizada ontem entre os líderes municipais na sede da entidade – Diadema não faz mais parte do grupo.

Na visão dos chefes do Executivo, segundo Morando, trata-se de uma questão local. “Cada um dará a tarifa na sua conveniência de valor e de tempo”, afirmou o tucano. Segundo ele,  o assunto não será mais debatido na instituição.

Ainda de acordo com Morando, nenhum prefeito definiu se permitirá ou não o aumento da tarifa. Paulinho Serra (PSDB), de Santo André, e José Auricchio Júnior (PSDB), de São Caetano, não compareceram e foram representados pelos seus respectivos vices.

A Prefeitura de Mauá divulgou informação contrária. Em nota, a administração comunicou que não tem previsão de reajustar a tarifa municipal de transporte, hoje fixada em R$ 4. E disse ainda que “Atila Jacomussi (PSB), junto de outros  quatro prefeitos, se posicionou contra o aumento”.

O presidente do Consórcio avaliou o ideal seria uma decisão regionalizada.  “A gente tinha uma posição para buscar um consenso. Acho que, para o usuário do transporte, a decisão unificada  organiza melhor. A discussão voltou a zero, mas respeito”, avaliou Morando.

Na qualidade de prefeito, Morando disse que irá reavaliar se dará ou não aumento na passagem do ônibus de São Bernardo. “Não há ainda nada definido”, afirmou. A tarifa na cidade hoje é de R$ 4,20, mesmo valor de Santo André.

A princípio, a SBCTrans – concessionária formada por duas empresas que operam o transporte público na cidade – pleiteou o valor de R$ 4,97. “A nossa conta é inferior a isso. A ETC (Empresa de Transporte Coletivo) dá em torno de R$ 4,80”, apontou o prefeito. 

São Caetano informou que a Vipe (Viação Padre Eustáquio), que opera no município, protocolou ofício sobre o tema na Secretaria de Mobilidade Urbana. O documento está em análise, segundo a prefeitura. A tarifa é hoje de  R$ 4.

Mesmo valor é praticado em de Ribeirão Pires, que recebeu em janeiro documentação da Rigras, que detém a concessão na cidade, para revisão da tarifa – em análise pela administração.

Santo André e Rio Grande da Serra não responderam os questionamentos da reportagem sobre o assunto. Embora não pertença mais ao Consórcio, Diadema disse que não há discussão sobre reajuste de tarifa. 

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