Carnaval: 'Minha rua está fedendo de dar ânsia', diz moradora de Pinheiros

Por Vinícius de Melo - Portal da Band
Eduardo Knapp/Folhapress
Carnaval: 'Minha rua está fedendo de dar ânsia', diz moradora de Pinheiros

A presença maciça de foliões para curtir os blocos na região da Av. Brigadeiro Faria Lima – segundo dados da prefeitura, pelo menos um milhão de pessoas passou por lá no sábado – se tornou uma dor de cabeça para os moradores da região.

Mesmo com mais estrutura do que no ano passado e ameaça de multa para quem urinasse nas calçadas, as pessoas utilizaram ruas próximas aos blocos como sanitário público. Este foi o caso da rua Sebastião Gil, uma pequena travessa paralela à rua Teodoro Sampaio e bem próxima ao metrô Faria Lima.

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"Este ano estava muito mais organizado, mas a questão do xixi foi grave. Minha rua está fedendo de dar ânsia. Próximo à minha casa tem uma loja, com um paredão, que acompanha a entrada do meu prédio. Às vezes eu olhava e tinha 10 homens fazendo xixi. Gente passando e eles nem aí", lamentou a psicanalista Luciane Aboud Tabachi, de 58 anos.

"Minha rua está fedendo. Ontem mesmo o zelador jogou cândida e lavou a rua com esguicho. E, pelo que eu vi, no Largo da Batata e pela Av. Brigadeiro Faria Lima tinha muitos banheiros químicos. Eu moro no primeiro andar e eu sinto o cheiro do meu apartamento, mesmo com a janela fechada. Estou com o ventilador o tempo todo ligado", completou.

Segundo a psicanalista, nem mesmo a presença do efetivo policial inibiu os foliões. "Tinha muita polícia, mas eu não sei quem é que multa. Acho que são os fiscais da prefeitura. Os policiais passavam, mas a molecada estava nem aí", contou. Conforme balanço divulgado pela prefeitura, no sábado, dia 3, pelo menos 50 pessoas foram multadas por fiscais nas regiões da Sé, da Vila Mariana e de Pinheiros ao urinarem nas ruas.

"Minha filha foi em um bloco na rua dos Pinheiros, o Ritaleena. Ela disse que elas e as amigas usaram os banheiros químicos. E eles estavam até 'cheirosos'. Super usáveis. Tinha fila, obviamente", contou Luciane. Para ela, a solução para evitar que os foliões utilizem as ruas como sanitário é a prefeitura disponibilizar ainda mais banheiros químicos. "Só não sei se é possível", finalizou.

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