São Caetano promete prontuário eletrônico na rede pública até o fim do ano

Sistema será implementado em 48 pontos de atendimentos

Por Eliane Quinalia

A saúde pública de São Caetano pretende, até o fim deste ano, concluir o processo de implementação do sistema de prontuário eletrônico de pacientes em quase 100% da rede. O recurso digital, recomendado pelo Ministério da Saúde, reúne, entre outros, o histórico médico, os dados técnicos e os resultados dos exames clínicos e por imagens. 

   A MV Sistemas, empresa vencedora do processo licitatório, será responsável pela implementação dos softwares na rede de saúde. Com investimento de R$ 2,94 milhões, o contrato, com validade de um ano, foi assinado ontem pela manhã na prefeitura.

      A administração municipal diz que A nova ferramenta implicará em agilidade no atendimento da população dependente do SUS (Sistema Único de Saúde), além oferecer acesso unificado às informações entre as unidades e serviços da rede.   

    Inicialmente, o projeto piloto informatizado será implementado na UBS (Unidade Básica de Saúde) Dr. Angelo Antenor Zambom, no bairro Boa Vista, segundo a secretária de Saúde, Regina Maura Zetone.

Jorge Bastos, gerente de TI (Tecnonologia da Informação) da rede municipal de saúde, diz que 48 pontos de atendimentos da área já foram mapeados para informatização, desde infraestrutura da unidade (computadores existentes ou não) até a capacitação dos funcionários.

Para o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), a integração da informação entre as unidades permitirá a otimização do atendimento ao cidadão, além de o processo ficar “mais limpo e ágil”. 

“Não dá mais para a pessoa sair de uma unidade com papel na mão”, afirma o chefe do Executivo. No ABC, a MV atua também no Hospital Estadual Mário Covas.

Ministério da Saúde exigiu adequação

Em 2016, o Ministério da Saúde recomendou que todas as unidades da rede atenção básica do país adotassem o PEC (Prontuário Eletrônico do Cidadão).

O descumprimento por parte dos municípios implicaria no não repasse de verbas para  programas, como o ESF (Estratégia Saúde da Família).

No ABC, Santo André diz que irá se adequar até 2020 e São Bernardo afirma que está em processo de impementação, sem dar prazo para finalização da instalação do sistema.

Segundo o ministério, 24,1 mil unidades do país devem finalizar até dezembro a adequação à determinação.  

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