Um mês antes do Carnaval de rua, prefeitura de SP ainda não fechou patrocínio

Por Rodolfo Bartolini/Portal da Band

A cerca de um mês do início do Carnaval de rua em São Paulo, que começa em 9 de fevereiro, o patrocínio da festa ainda não foi fechado pela prefeitura da capital. Os envelopes do edital para a folia, com as propostas das empresas, serão abertos na terça-feira (9).

A definição do patrocinador oficial deveria ter ocorrido no dia 20 de dezembro, mas na ocasião, apesar de terem enviado seus representantes, nenhuma empresa fez uma proposta. Questionada pelo Portal da Band, a Secretaria de Comunicação da Prefeitura disse não saber o motivo pelo qual os interessados não apresentaram envelopes.

Em 2017, a Ambev foi a patrocinadora da folia de rua paulistana, com um total de R$ 15 milhões. O vencimento da licitação, porém, é alvo de investigação do Ministério Público, porque há a suspeita de que a produtora Dream Factory, representante da gigante do setor de bebidas, tenha sido orientada por funcionários da gestão de João Doria (PSDB) a vencer a disputa.

Critério para escolher patrocinador mudou

Neste ano, a disputa pelo patrocínio do Carnaval de rua em São Paulo será diferente. A empresa escolhida não oferecerá o valor total do patrocínio à prefeitura, mas terá que prover ambulâncias, UTIs, limpeza, apoio de trânsito, banheiros químicos, segurança e outros itens, cuja quantidade foi listada pela administração municipal.

O critério de desempate será uma doação ao Fundo de Cultura da prefeitura. Inicialmente, o valor mínimo era R$ 1,2 milhão, mas a administração municipal abaixou o valor para R$ 400 mil após o fracasso do primeiro edital.

Mais de 500 blocos se inscreveram para participar do Carnaval. A prefeitura ainda não tem uma expectativa de número de turistas que virão à capital paulista para aproveitar a festa, mas estima que entre três e quatro milhões de foliões saiam às ruas.

Segundo afirmou à Rádio Bandeirantes o secretário das Prefeituras Regionais, Cláudio Carvalho, a intenção com o novo edital é fazer com que nenhum dinheiro público seja usado para a folia.

Prazo curto em São Paulo, com folga no Rio De janeiro

Em 2017, o patrocínio da festa de rua foi confirmado pela prefeitura de São Paulo cerca de 20 dias antes do início da folia. Neste ano, apesar do tempo para definir o patrocinador continuar apertado, a administração municipal está confiante de que não terá problemas para encontrar uma empresa que arque com os custos da folia.

No Rio de Janeiro, apesar da crise pela qual passa o Estado, o patrocínio para o Carnaval de rua da capital fluminense foi fechado em novembro do ano passado – e vai durar até 2020.

Segundo a Riotur, só em 2018, o Carnaval da cidade teve captação de R$ 35 milhões em patrocínio, oferecidos pela Uber e Dream Factory.

A maior parte deste valor será destinada à folia de rua, cobrindo os custos operacionais , desfiles dos Grupos de Acesso na Avenida Intendente Magalhães, Blocos de Embalo e Enredo, Palcos e Bailes Populares.

O Carnaval de rua carioca ainda é o maior do Brasil: em 2017, segundo a Riotur, mais de seis milhões de pessoas participaram da folia.

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