Apesar de ser ilegal, serviço de mototáxi é oferecido em São Paulo

Por Bruna Barboza, da Rádio Bandeirantes

Apesar de o serviço de mototáxi ser proibido na capital paulista, ele é oferecido livremente na Zona Sul da cidade. Um dos pontos fica na entrada da estação Grajaú da CPTM, onde trabalham quase 20 profissionais ao longo do dia.

O serviço é localizado facilmente na porta do terminal, já que eles atuam uniformizados e anunciam as corridas em voz alta. Para seduzir possíveis passageiros, os mototaxistas prometem preço mais baixo do que o Uber, aplicativo de transporte particular, e rapidez no trânsito.

A reportagem da Rádio Bandeirantes recebeu uma denúncia e, no local, sem se identificar, conversou com três homens que prestam a atividade ilegal. Um deles afirmou, inclusive, que a empresa disponibiliza um aplicativo para os clientes.

À repórter Bruna Barboza, eles afirmaram que, no caso de corridas para o Aeroporto de Congonhas é possível levar bagagem. “Se for uma malinha pequena a gente consegue. Já levamos cesta básica e televisão. Tudo com jeitinho dá para levar”, contou um motorista.

Regulamentação

Uma lei federal criou, em 2009, regras para regulamentar o serviço, mas as prefeituras precisam legalizá-los. Em São Paulo isso não aconteceu, o que mantém a ação proibida, de acordo com o Departamento de Transportes Públicos (DTP).

Em nota, o DTP, vinculado à Secretaria de Mobilidade e Transportes, afirmou que não existe a intenção de regulamentar o serviço na cidade. Ainda segundo o órgão, por se tratar de uma atividade irregular, não há dados oficiais sobre o número de mototaxistas que circulam pela capital.

A irregularidade é complexa, já que há necessidade de diferenciar a carona de um transporte remunerado, segundo informa a Prefeitura de SP.

Esclarecimentos

O DTP afirma que fiscaliza diariamente diferentes regiões da cidade e estuda novas estratégias para o combate específico dessa forma de atuação irregular.

Procurados pela Rádio Bandeirantes, o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (DETRAN) e a Polícia Militar informaram que a fiscalização é de responsabilidade, exclusiva, da Prefeitura.

Ainda de acordo com a Prefeitura, os condutores flagrados pela fiscalização podem ser multados e ter o veículo apreendido.

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