Santo André projeta 3 mil moradias populares até 2019 e muda critério de seleção

Por Cadu Proietti - Metro Jornal ABC
Mais 120 unidades do Nova Conquista devem ser entregues em março - Divulgação
Santo André projeta 3 mil moradias populares até 2019 e muda critério de seleção

Entregar 3.066 moradias populares até o fim de 2019. Essa foi a meta projetada pela Prefeitura de Santo André. Deste total, a intenção, segundo o prefeito Paulinho Serra (PSDB), é dar chaves de apartamentos para 1.030 famílias até o fim de abril do ano que vem. O chefe do Executivo também disse que o critério de seleção dos beneficiários irá mudar.   

A prefeitura diz que o empreendimento Pinheirinho, que terá 410 habitações, ficará pronto em fevereiro. O projeto é fruto da ocupação feita pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) em terreno da rua Adriático, no Jardim do Estádio, em 2012. As obras foram iniciadas em 2014 e estavam paradas, segundo a administração municipal.

Outro conjunto habitacional que o prefeito promete entregar em breve é o Nova Conquista, com 120 apartamentos, em março. O imóvel deveria ter ficado pronto em 2015, mas teve problemas com serviços paralisados também.

A prefeitura ainda promete entregar, em abril, as 500 chaves do empreendimento Santo Dias – o projeto estava previsto para ser finalizado, no máximo, até o fim do ano passado.

Além da retomada desses três conjuntos habitacionais, Paulinho disse que  o município irá finalizar até o fim deste mês o chamamento público de empresas interessadas em construir outras 2.036 moradias populares na cidade. A previsão é que elas sejam finalizadas até o fim de 2019, segundo a prefeitura. Essa quantia de unidades irá custar R$ 236 milhões, que serão custeadas com verba do governo federal.

“Essa é uma projeção com o pé no chão. O dinheiro já está liberado, faz parte do orçamento. É um recurso carimbado. São questões devidamente conquistadas”, afirmou Paulinho.

Nova seleção

O prefeito afirmou que os beneficiários das novas unidades serão famílias que estão no cadastro habitacional feito em 2009, pelo programa Minha Casa, Minha Vida, mas que terão de se recadastrar em janeiro. Hoje, a entrega de chaves é feita conforme o tempo de inscrição na lista de espera. Paulinho disse que, a partir de 2018, os beneficiários serão escolhidos por sorteio. Atualmente, há 66 mil nomes na espera.

“Esse cadastro foi feito sem nenhum critério e, em grande parte, as pessoas não se enquadram no perfil. Então, para não enganar ninguém, vamos recadastrar e sortear”, disse o prefeito. 

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