6,8 mil buracos terão de ser tapados sem custo em São Paulo

Por Metro Jornal São Paulo

Empresas que prestam serviço de tapa-buracos à Prefeitura de São Paulo terão que fechar nada menos do que 6.862 buracos de rua na cidade nas áreas de oito prefeituras regionais em 60 dias –e sem cobrar nada dos cofres públicos.

A determinação partiu do TCM (Tribunal de Contas do Município), que encontrou irregularidades nas obras realizadas nas ruas da cidade em auditoria feita entre os dias 31 de agosto de 2015 e 29 de fevereiro de 2016.

Segundo o órgão, o serviço malfeito provocou um prejuízo de R$ 2,1 milhões aos cofres públicos.

Para compensar, as empresas terão que tapar novos buracos nas ruas das prefeituras regionais de Campo Limpo, Capela do Socorro e Ipiranga, na zona sul, Itaquera e Penha, na zona leste, Freguesia do Ó, Casa Verde e Vila Guilherme, na zona norte (veja no quadro qual o serviço que precisará ser prestado).

Entre os problemas apontados pelo TCM estão a falta de fotos do antes, durante e depois das obras, ausência de termômetro para controlar a qualidade da massa asfáltica e de requadramento dos buracos, além de não haver evidência que um engenheiro estivesse acompanhando o serviço e uma compactação do asfalto diferente da do contrato, o que pode resultar em desgaste mais rápido e volta do buraco que havia?

Ação da prefeitura

Em nota, a Secretaria das Prefeituras Regionais informou que reforçou a fiscalização dos serviços e que exigirá que as empresas realizem as obras determinadas pelo tribunal.

A pasta enfatizou que os problemas apontados pelo TCM são de serviços prestados na gestão anterior e disse que o tapa-buracos é prioridade da atual gestão, que, desde o início do ano, fechou 204.498 buracos nas ruas e avenidas da cidade.

A assessoria do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) disse que ele não vai se pronunciar.  

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