Moradores de São Bernardo enfrentam infestação de pernilongos há ao menos três anos

Por Metro ABC
Bancária Angélica Forli relata que já chegou a gastar três tubos de inseticida por semana - Alessandro Valle/ABCDigipress
Moradores de São Bernardo enfrentam infestação de pernilongos há ao menos três anos

Uma infestação de Culex, popularmente conhecido como pernilongo, no Rudge Ramos, em São Bernardo, atormenta os moradores do bairro há ao menos três anos. Segundo a população local, o problema se intensificou no início de 2017. E para afastar os mosquitos, considerados “insuportáveis” pela vizinhança, vale tudo: raquete elétrica, inseticidas, redes de proteção e até viver com as janelas fechadas por mais da metade do dia.

Os moradores afirmam que o piscinão Vila Vivaldi, construído no bairro, é o foco dos insetos, já que o equipamento contra enchentes não possui proteção. “Percebemos que depois do início da construção (do reservatório, em 2014) ficou uma situação insuportável. Uma vez matei 112 pernilongos em um dia só”, afirmou a bancária Angélica Aparecida dos Santos Forli, 50 anos, que reside há 15 na rua Doutor Fausto Ribeiro de Carvalho, também no Rudge Ramos.

Os insetos mudaram a rotina de Angélica. “Às 10h, eu tenho que fechar tudo se não eles invadem a casa. No calor, é horrível. Estamos gastando em média três tubos de inseticida por semana. Nossa casa não cheira à limpeza, cheira à inseticida”, avaliou.

O mesmo acontece com o aposentado Miramar Marques, 61 anos. “Chegamos a acionar o Centro de Controle de Zoonoses, que veio aqui ver a situação. Tinha dia que eu não conseguia nem dormir. A preocupação era muito grande, porque tem a dengue também. É um transtorno muito grande”, lamentou.

A presença dos insetos foi amenizada durante os últimos 20 dias, segundo os moradores. “Agora eu consigo ficar com a janela aberta até as 15h. Mas depois disso, tem que fechar”, explicou Angélica, mais aliviada.

Piscinão
O reservatório foco dos insetos está localizado na rua Guilherme de Almeida, a cerca de 270 metros de distância da casa de Angélica. A rua é paralela à avenida Senador Vergueiro, na altura do número 5.700.

O equipamento faz parte do Projeto Drenar, iniciado na gestão do ex-prefeito Luiz Marinho (PT) para acabar com as enchentes.

Combate é feito com larvicida
Em nota, a Prefeitura de São Bernardo informou, por meio da secretaria de Serviços Urbanos, que o piscinão do bairro é monitorado pelo Centro de Controle de Zoonoses desde o mês de janeiro deste ano e que o trabalho resultou em tratamento químico com larvicida e inseticida despejados mensalmente.

A pasta também relatou que a limpeza do reservatório é realizada de acordo com cronograma mensal, e que no dia 21 de outubro foi feita vistoria nas residências e bueiros do bairro com despejo de larvicidas para diminuir a “referida infestação”. No entanto, não informou se o piscinão receberá cobertura.

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