Crise no Ouro Verde, em Campinas, se agrava com paralisação de médicos nesta segunda

Por Metro Campinas
Denny Cesare/Folhapress
Crise no Ouro Verde, em Campinas, se agrava com paralisação de médicos nesta segunda

A crise no Hospital Ouro Verde deve se agravar ainda mais a partir desta segunda-feira (4) com a greve dos médicos. Eles vão cruzar os braços por atraso no pagamento da primeira parcela do 13º salário. Os funcionários paralisaram as atividades na última sexta-feira (1), um dia depois da operação do Ministério Público que investiga uma fraude milionária na unidade por desvio de recursos públicos. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 4 milhões. Fernando Vitor Torres Nogueira Franco, ex-diretor da Vitale Saúde, que administra o hospital, foi preso.

Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos, Casemiro Reis, às 7h desta segunda-feira (4), haverá uma reunião entre os representantes dos três sindicatos que têm funcionários no Ouro Verde. “Votamos pela greve. Havia um acordo que a primeira parcela do 13º seria paga no dia 30, o que não foi feito. E há ainda alguns médicos que são PJs (Pessoas Jurídicas) que não recebem há quatro meses”, disse Reis.

O presidente do Mário Gatti, Marcos Pimenta, nomeado para coordenar a transição entre a saída da Vitale e a solução futura para a unidade hospitalar, disse que a proposta que está na mesa é a oferecida aos trabalhadores na última sexta-feira e que foi rejeitada: pagamento dos salários até quarta-feira (6), quitação da primeira parcela do 13º salário no dia 12 e no dia 15 pagamento aos PJs. “Não há muita margem de negociação porque estamos no limite da nossa alternativa financeira”, disse Pimenta. O valor da folha e o número de funcionários estão sendo levantados pela Prefeitura de Campinas.

Em caso da greve e possível desassistência à população, Pimenta disse que o Hospital Mário Gatti montou uma força-tarefa para atender os pacientes de urgência e emergência. Quanto aos insumos, Pimenta explicou que a prefeitura está fazendo um inventário do estoque do Ouro Verde. “Temos produtos na Rede de Saúde e no Mário Gatti que dá para suprir a unidade em 10 dias.”

Exoneração
A prefeitura exonerou Anésio Curar Júnior do cargo de diretor. Em sua casa, o MP apreendeu R$ 1,2 milhão. Também demitiu o assessor Ramon Luciano Silva, que trabalhava com Anésio.

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