Ameaça de ataque leva pânico a escolas em Pedreira, próximo a Campinas

Por Metro Campinas
Mãe de Ramon na delegacia: rapaz não explicou mensagens - EDUARDO CARMIN/photopremium
Ameaça de ataque leva pânico a escolas em Pedreira, próximo a Campinas

Uma ameaça de ataque feita pela internet espalhou o pânico em escolas de Pedreira, cerca de 45 km de distância de Campinas, segunda-feira pela manhã.

Um rapaz de 26 anos, identificado como Ramon Scarpato, postou em sua conta no facebook, mensagens que foram interpretadas como um alerta de ataque. Nas postagens, o rapaz falava em mortes de crianças, anjos, demônios e sugeria que as mortes iriam ocorrer ontem, data de seu aniversário.

Com medo de uma tragédia, pais de alunos correram para buscar os filhos nas unidades escolares e algumas instituições chegaram mesmo a suspender as atividades.

O Colégio Objetivo interrompeu as aulas e só permitiu a saída dos alunos com a presença dos pais.

A enfermeira Eliane Cristina Souza disse que soube das ameaças por meio de um grupo de whatsApp e correu para buscar a filha de 9 anos, que estuda na escola estadual Humberto Piva.

”Eu fiquei desesperada. Imagina, um cara dizendo que vai fazer churrasco com carne humana”, disse. “Muita gente começou a dizer que ele iria atacar escolas na cidade e matar crianças”, acrescentou a mãe.

A balconista Geni Aparecida da Silva contou que teve de fazer uma caminhada de quase uma hora para pegar a filha de 15 anos, que estuda no colégio estadual João Alvarenga.

“A gente ouve tanta história horrível, como aquele homem que tacou fogo numa creche (Em Minas Gerais), que saí correndo para buscar a minha filha”, relatou ela.

A Secretaria municipal de Educação informou, por meio da assessoria de imprensa, que as aulas não foram suspensas, mas “muita gente deixou de levar o filho às escolas”. Já a Secretaria Estadual informou que as aulas perdidas serão repostas.

As duas secretarias garantiram que as aulas vão acontecer normalmente nesta terça-feira.

Ramon foi levado para a delegacia e, segundo os policiais, não explicou as razões que o levaram a publicar as mensagens.

Ele foi transferido para uma instituição para tratamento de doenças mentais, cujo nome não foi revelado.   

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