Projeto da Semasa oferece alimentos em troca de recicláveis em Santo André

Por Cadu Proieti - Metro ABC
Na tarde desta quarta-feira, as primeiras famílias inauguram o projeto Moeda Verde - divulgação/semasa
Projeto da Semasa oferece alimentos em troca de recicláveis em Santo André

O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) e a prefeitura lançaram projeto que praticamente transforma lixo em comida saudável. É o Moeda Verde, ação que recebe materiais recicláveis entregues por moradores e em troca dá frutas, legumes e verduras para famílias de bairros carentes da cidade.

A iniciativa começou na tarde de ontem com um modelo piloto no Núcleo dos Ciganos, comunidade carente ao lado da estação Utinga da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

O projeto colocará no local uma van com produtos hortifruti a cada 15 dias. O morador que levar cinco quilos de materiais recicláveis, como plástico, vidro, metais e papelão, por exemplo, recebe um quilo de alimento em troca, podendo escolher entre frutas, legumes e verduras. Na tenda montada ontem no bairro, havia cenoura, laranja e alface disponíveis.

“O programa trata, na realidade, de um incentivo à reciclagem. Faz parte de um objetivo nosso de diminuir cada vez mais a quantidade de resíduos que chega ao aterro. Esse projeto traz a proposta de trabalhar as comunidades para que todo o lixo reciclável, que hoje vai com o lixo úmido e impossibilita que a gente faça separações, seja destinado para as cooperativas de catadores. Agora, haverá esse benefício da troca, que no caso é o alimento”, explicou o diretor do departamento de resíduos sólidos do Semasa, José Elídio Rosa Moreira.

Segundo ele, a ação foi inspirada em um projeto semelhante realizado em Curitiba, no Paraná, chamado de Câmbio Verde. “Fomos até lá estudar o programa. Eles têm mais de 100 pontos que trocam recicláveis por hortifruti”, disse o diretor.

O Moeda Verde funcionará de maneira experimental até abril no Núcleo dos Ciganos. “Faremos avaliações para saber se está realmente tendo adesões e cumprindo o objetivo que traçamos para ele. Se depois desse prazo der tudo certo, poderemos expandir para outros pontos. Já temos alguns nomes de bairros que podem receber o projeto, que são locais que têm áreas com acúmulo de resíduos e que a gente tem dificuldade de coleta”, disse.

‘Vai ajudar na conta no fim do mês’

A dona de casa Josicleide de Oliveira Silva, 46 anos, moradora do Núcleo dos Ciganos há 12, foi uma das primeiras a trocar recicláveis por alimentos no projeto Moeda Verde, na tarde de ontem. “Achei uma ideia ótima, porque vai ajudar a limpar um pouco aqui, as pessoas jogam muita coisa na rua, e isso causa enchente. Além disso, como as coisas estão caras, vai ajudar nas contas no fim do mês”, avaliou. 

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