Unicamp testa neste domingo tecnologia contra cola eletrônica em seu vestibular

Por Estadão Conteúdo
Matt Cardy/Getty Images
Unicamp testa neste domingo tecnologia contra cola eletrônica em seu vestibular

As provas da 1.ª fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que serão aplicadas neste domingo (19), terão uma novidade. A instituição vai testar um sistema contra "cola eletrônica", que promete detectar qualquer sinal de celular, via Wi-Fi ou Bluetooth, ou de radiofrequência.

Os sinais serão captados por uma rede de sensores instalada nas salas e nos banheiros dos locais do exame, que fica conectada a um software em nuvem. Esse software transfere as informações, em tempo real, para uma central de controle, que mostra a frequência do sinal, local, hora e até a operadora. Aparelhos não homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também podem ser detectados.

A tecnologia já foi testada no último domingo, em menor escala, nas provas de residência médica da Unicamp. Para o vestibular, o sistema será testado só nas 19 salas da Unicamp, em Campinas. O locais das outras 31 cidades paulistas que recebem o exame não terão a tecnologia.

"O vestibular da Unicamp, por sua credibilidade e compromisso, tem de antever esse tipo de tentativa de fraude. Por esse primeiro experimento (na prova de residência médica), o indício é bastante favorável", diz José Alves de Freitas Neto, coordenador executivo da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp.

Além da nova tecnologia, a universidade possui detectores de metal em alguns banheiros e nos acessos aos prédios.

Neste ano, a Unicamp teve recorde de inscrições: 83.782 candidatos disputarão 3.340 vagas em 70 cursos de graduação. A prova tem 90 questões e o tempo máximo de resolução é de cinco horas.

Enem. Neste ano, o Ministério da Educação (MEC) usou detectores de ponto eletrônico para identificar quem tenta usar pontos eletrônicos ou aparelhos de transmissão. O novo recurso é um receptor avançado de detecção de campo próximo, capaz de identificar a emissão de sinais em radiofrequência de Wi-Fi, Bluetooth, celulares e transmissões ilegais. O MEC também usou detectores de metal.

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