Prisão e afastamento de Picciani e deputados será decidido pela Justiça

Por Metro Rio
Picciani foi alvo de nova condução coercitiva na terça-feira - jose lucena/Futura Press
Prisão e afastamento de Picciani e deputados será decidido pela Justiça

O pedido de prisão preventiva do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, Jorge Picciani, do ex-presidente da Casa, Paulo Melo, e do líder do governo na Alerj, Edson Albertassi, feito pelo MPF (Ministério Público Federal), deve ser decidido nesta quinta-feira pela Justiça. A Primeira Seção Especializada do TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) vai analisar o caso, às 13h, já que os denunciados têm foro por prerrogativa de função. 

O colegiado também vai apreciar um segundo pedido do MPF, o de afastamento dos parlamentares – os três são do PMDB. Porém, os desembargadores devem votar primeiro se há a necessidade de que a Alerj autorize antes esses pedidos. A sessão, que é aberta ao público, será composta por cinco desembargadores votantes, incluindo o relator Abel Gomes, e o presidente da turma, Ivan Athié. 

Os deputados foram alvos de condução coercitiva na operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato no Rio desencadeada na terça-feira. O MPF pediu a prisão em flagrante deles pelo crime continuado de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, considerando, segundo os procuradores, que os parlamentares receberam propina de empresas de ônibus até março deste ano, mesmo após a prisão do ex-governador Sérgio Cabral e de outros envolvidos na quadrilha.

De acordo com a denúncia, Picciani e Melo receberam juntos, entre 2010 e 2017, R$ 131,5 milhões da Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado). Já Albertassi recebia, segundo o MPF, valores mensais de R$ 60 mil até o mês de maio deste ano. Os repasses ilícitos eram feitos também por empreiteiras.

A operação prendeu nove pessoas, entre elas um dos filhos de Jorge Picciani, Felipe Picciani, e dois que cumpriam medidas cautelares, Jacob Barata Filho, o Rei do Ônibus, e Lélis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor. Eles foram levados para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte, onde estão Cabral e os outros presos da Lava Jato. 

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