Alunos de escolas públicas recebem prêmios da Olimpíada de Matemática

Por METRO Rio e Agência Brasil
Alunos protestaram contra cortes que ameaçam a Obmep de 2018 - divulgação/impa
Alunos de escolas públicas recebem prêmios da Olimpíada de Matemática

Estudantes de todo o Brasil aficcionados por matemática passaram pelo Theatro Municipal do Rio, na noite de terça-feira, para serem consagrados na 12a edição da Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), com a premiação de 2016. Diante de um teatro lotado, 501 saíram de lá com a medalha de ouro. Ao todo, outros 1.500 mil conquistaram medalha de prata e 4.500 levaram o bronze, além de 42.482 que receberam menções honrosas. 

Quem é premiado sabe o que tem de enfrentar na competição, mas participar da Olimpíada traz também novos amigos e muita experiência, principalmente, por poder ser incluído no Programa de Iniciação Científica e ter contato com a vida acadêmica nas aulas aos sábados em universidades. Mauro Victor Ferreira, 14 anos, está no 8º ano do ensino fundamental do Colégio Henrique Lages, no Barreto, em Niterói, na região metropolitana do Rio, e foi um dos que recebeu medalha de ouro. O estudante está participando do programa na UFF (Universidade Federal Fluminense).

“O que eu gosto muito nessas aulas é o formato diferenciado. Não são as mesmas que temos na escola. São mais didáticas, montam duplas para resolver questões e aí é só evolução de conhecimento. São aulas maravilhosas”, conta.

Uma das sensações da premiação foram os gêmeos Sávio e Patrick Saul Amaral, 15 anos, que receberam medalha de ouro. Eles, que estão no 9º ano do ensino fundamental, são de Cocal dos Alves, no Piauí, cidade que tem um dos mais baixos IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil, mas está entre as primeiras na matemática.

“Lá onde a gente mora tem 6 mil habitantes. É uma cidade pequena, mas de 11 piauienses que ganharam medalha de ouro, seis são de lá. A cidade fica mais famosa e conhecida”, disse ele, que conquistou ouro em 2015 e 2016.

Já o estudante Luan Lima Freitas participou da cerimônia por ser heptacampeão ouro na Obmep. O ex-aluno do Colégio Federal Pedro II, no Humaitá, na zona sul, começou a ganhar medalha em 2010, quando tinha 11 anos, mas, pelo menos por enquanto, não optou por seguir carreira na matemática e agora  cursa filosofia: “A escolha da filosofia foi porque ela é o esforço mais geral possível do pensamento e do conhecimento, então, me parece necessário fazer filosofia antes de qualquer outra ciência.”

A 12ª edição teve a participação de alunos de 99,6% dos municípios brasileiros. Criada em 2005, a Olimpíada é organizada pelo Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) e recebe recursos da União. No entanto, diante de cortes orçamentários que ameaçam a realização da próxima edição, os alunos presentes no Municipal protestaram com cartazes pedindo a Obmep em 2018. 

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