Paraná é o 3º estado que mais emprega estrangeiros

Por Metro Curitiba
Arquiteto argentino Abel Blumenkrantz chegou em abril para expansão de uma rede de adegas - José Fernando Ogura/SEAE
Paraná é o 3º estado que mais emprega estrangeiros

Um levantamento do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social), com base nos dados do Rais (Relação Anual de Informações Sociais) do Ministério do Trabalho, mostra que o Paraná é o 3º estado que mais emprega estrangeiros.

No ano passado, 13.833 imigrantes trabalhavam com carteira assinada no Estado, atrás apenas de São Paulo (43.141) e Santa Catarina (14.348).

“O resultado é muito significativo, porque o Paraná responde por 11,9% da participação desses trabalhadores no Brasil, enquanto tem apenas 5,5% da população do país e um mercado de trabalho pequeno no geral”, diz o diretor-presidente do Ipardes, Julio Suzuki Júnior.

Desde 2010, o número de imigrantes empregados aumentou quase 300%, uma vez que eram apenas 3.660 no fim da última década. Em 2015, no auge, 16.622 estrangeiros tinham empregos formais por aqui.

A queda de 17% no ano passado seguiu o aumento do desemprego. “Recuou por causa da crise, o que ocorreu em todo o país. Mas com a recuperação a partir deste ano, provavelmente as contratações de estrangeiros devem crescer novamente”, explica Júnior.

Segundo o diretor-presidente do Ipardes, o contexto favorável do Paraná vai ajudar na retomada. “A recuperação vem sendo mais rápida do que no país, com vários indicadores melhores”, cita. Entre eles o PIB agropecuário, que deve crescer 15% neste ano, e o setor de serviços, que até agosto crescia 4% no Paraná enquanto no país recuava cerca de 3%.

Os setores em que há maior participação de trabalhadores de outras nacionalidades são a indústria da transformação (5.929), serviços (4.017) e comércio (2.446).

Quem são

Júnior explica que são dois os perfis de imigrantes: os de países subdesenvolvidos ou emergentes, que vêm em busca de uma vida melhor, e outro de países desenvolvidos já com emprego garantido – geralmente em multinacionais.

O primeiro grupo representa a maioria. Dos quase 14 mil trabalhadores formais, perto de 5 mil são haitianos, que puxaram o crescimento dos imigrantes no Paraná nos últimos anos ao buscar refúgio (veja acima). Em 2015, o número chegou a ser 30% maior.

Segundo o Ipardes, menos de 2% dos empregados haitianos têm curso superior, o que os coloca em condições mais precárias no mercado de trabalho, fora quem está na informalidade ou desempregado. Em comparação, mais de 90% do franceses são diplomados.

Onde estão

Mais da metade dos estrangeiros está em cinco cidades: Curitiba, Cascavel, Foz, Maringá e Toledo (veja acima).

Um quarto se concentra somente na capital, sem contar a RMC – São José dos Pinhais, sede de várias multinacionais, é a 6ª com 514 imigrantes, por exemplo.

A forte presença de cidades do Oeste, como Cascavel e Toledo, se deve à agroindústria. 

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