Jovem que atropelou e matou ciclista na L2 dirigia a 95 km/h

O limite da via onde Raul Aragão foi atingido é de 60 km/h. Polícia promete concluir inquérito até sexta-feira, mas Rodas da Paz pediu intervenção do MP

Por Fabiane Guimarães - Metro Jornal Brasília
Raul Aragão foi atropelado em 21 de outubro - Reprodução/ Facebook
Jovem que atropelou e matou ciclista na L2 dirigia a 95 km/h

O laudo pericial da morte do ciclista Raul Aragão, atropelado na L2 Norte em 21 de outubro, apontou que o motorista do carro dirigia a 95 km/h no momento do acidente – o limite da via é de 60 km/h. A Polícia Civil espera concluir o inquérito até sexta-feira.

O condutor – que ainda não foi ouvido – deve responder por homicídio culposo, sem intenção de matar, mas pode ter o agravante de imprudência e negligência, já que estava em alta velocidade.

Raul Aragão foi atingido no sábado e chegou a ser levado ao Hospital de Base, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no domingo. Ele tinha 23 anos, estudava sociologia na UnB (Universidade de Brasília),  era voluntário da ONG Rodas da Paz e participava do projeto social Bike Anjo, que ensina pessoas a pedalarem.

Questionamentos
O motorista, que tem 18 anos, não foi ouvido na delegacia após o acidente – o pai do jovem alegou que ele estava “muito abalado”.

O fato de o rapaz ainda não ter sido interrogado motivou um pedido do Rodas da Paz ao MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) para que o órgão auxilie nas investigações. No documento, o coordenador geral da ONG, Bruno Leite, explica que as investigações não têm sido tocadas com a celeridade necessária.

“Em momento de extrema insegurança jurídica e política, pelo qual passa o país, a atuação ministerial precisa se sobrepor à conveniência do trabalho policial, que não se tem como diligente, até então, considerando que o autor do fato é de família de certa influência na cidade”, destaca um trecho do documento enviado pela ONG.

O delegado-chefe da 2ª Delegacia de Polícia, Laércio Rossetto, se disse “indignado” com as acusações. “A polícia não ficou parada em momento algum. Fico indignado mesmo. Em nenhum momento a ONG ouviu a polícia. Não tem pouco caso, não tem nada disso”, avaliou.

“A gente não ouviu o motorista ainda porque precisava ter as oitivas das testemunhas e o laudo pericial. Eu precisava de elementos para o interrogatório. Isso é prudência nossa”, justifica.

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