Seca histórica em Campinas faz julho explodir em queimadas

Por Marcelo Ruiz
Terrenos com lixo também são problema /Denny Cesare/Codigo19/Folhapress
Seca histórica em Campinas faz julho explodir em queimadas

O número de queimadas, principalmente em regiões à beira de estrada, praticamente dobrou em Campinas em julho deste ano, em relação ao mesmo mês do ano passado. O cenário tem relação direta com a estiagem grave que o município enfrenta, a mais severa em 15 anos.

Somente nas rodovias concessionadas pela Autoban (Sistema Anhanguera-Bandeirantes), Rota das Bandeiras (Corredor Dom Pedro) e Colinas (rodovia Santos Dumont) foram 410 ocorrências – uma média de 13,2 casos por dia. No ano passado, essas mesmas rodovias registraram 216 casos – 7 por dia.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o cenário já vem sendo preocupante desde junho – último mês que a corporação possui dados estatísticos. No total, foram 52 casos registrados de queimadas dentro da cidade ante 25 do mesmo mês do ano passado.

Um dos fatores que mais influenciaram no cenário é a falta de chuvas do período. A cidade já vive o clima seco sem chuva há 55 dias, passando a ser a estiagem mais severa desde 2002, e entre as três mais secas desde 1989, quando o Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas a Agricultura) da Unicamp começou a fazer a medição.

Com o clima seco, as chances de mais queimadas continuam. Por isso, o Corpo de Bombeiros alerta a população para medidas que podem reduzir o número de casos.

Em áreas urbanas, a orientação é para que se evite queimar lixo, material descartado e também colocar fogo em terrenos para limpeza. Isso impede que o fogo se alastre e que a qualidade do ar fique ainda mais comprometida.

Além disso, nas estradas, é importante que o motorista evite jogar bitucas de cigarro e outros objetos inflamáveis. No caso do motorista encontrar pela frente uma área em chamas, a orientação das concessionárias é para que ele feche os vidros para impedir que a fumaça entre no carro, além de reduzir a velocidade e manter maior distância entre os veículos para evitar colisões.

Nada de chuva

Segundo a meteorologista do Cepagri, Ana Ávila, há possibilidade de chuva apenas depois do dia 15 de agosto, quando é esperada a chegada de uma frente fria. Portanto, o campineiro terá que suportar mais dias de umidade do ar em estado de atenção. Ontem o índice ficou em 24,1%, abaixo do mínimo considerado normal, de 30%.

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