Petição quer o fim de parklets em Campinas e propõe saída

Por Metro Jornal Campinas

O projeto de instalação de parklets em Campinas que começou no Cambui a partir de uma polêmica parceria entre a iniciativa privada e a Emdec – a empresa que disciplina o trânsito na cidade – ganhou no domingo (6) um novo componente.

Entrou no ar uma petição online, em que os organizadores sugerem uma alternativa que, segundo eles, iria beneficiar tanto comerciantes quanto os cidadãos.

A petição quer que, ao invés de espaços reservados em frente aos estabelecimentos comerciais para lazer e conforto de frequentadores, a prefeitura promova o alargamento das calçadas. “Assim, teremos mais espaço para o pedrestre e, certamente, maior movimento nos bares e restaurantes”, aposta o produtor de video Frederick Montero – o idealizador da petição.

“Na verdade, estou propondo uma terceira via. Muita gente é contra o parklet; muita gente a favor. Acho que a medida que eu proponho, agrada a ambos os lados”, afirma.

O movimento foi iniciado no domingo e vai ficar no ar por algumas semanas. O resultado será protocolado na prefeitura. “Se isso der certo, vamos propor que seja feito em outras ruas e não apenas do Cambui”,  acrescenta.

O conceito de parklet surgiu nos Estados Unidos com a ideia de transformar em mini praças de convívio, espaços antes ocupados por uma ou duas vagas de estacionamento.

O projeto piloto em Campinas foi implantado em frente ao Bar Cenário, na rua Cel. Quirino. Em geral, o espaço avança sobre áreas de estacionamento da rua e é isolado por floreiras ou bancos. No caso do Cambui, são oferecidas mesas, cadeiras e guarda-sol.

A Emdec garante que a iniciativa não interfere na circulação das pessoas e que o espaço é aberto ao público em geral e apenas não restrito aos frequentadores do bar. O custo, de R$ 20 mil, teria sido coberto integralmente pelo comerciante.

A Emdec informa que o projeto no Cambui será avaliado por seis meses. A partir daí será elaborado um  regramento. A ideia é disseminar  parklets para outras regiões da cidade. Esse tipo de equipamento já está em funcionamento, por exemplo, em Jundiaí e em São Paulo.

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