Com variações no preço dos combustíveis, motoristas preferem abastecer 'de pingadinho'

Por Rádio Bandeirantes

As recentes variações no preço dos combustíveis já provocaram uma mudança de comportamento dos motoristas em São Paulo. O sobe e desce tem dois motivos:

O primeiro é o aumento de impostos que o governo federal anunciou na semana passada, que foi suspenso por uma liminar da Justiça e depois voltou a valer.

Assim que a elevação foi determinada, o preço da gasolina subiu, em média, 12% nos postos de São Paulo. Acontece que na terça-feira um ajuste pra baixo anunciado pela Petrobras mexeu de novo nos valores.

Foi mais uma alteração pontual decorrente da política de preços que vincula os valores à variação da taxa de câmbio e do petróleo no mercado internacional.

Resultado: motoristas perderam um pouco a referência e, como os preços são livres e cada posto cobra o que quer, passaram a abastecer menos e pesquisar mais.

Ou seja, em vez de encher o tanque, muita tem preferido colocar “de pingadinho” – R$20 ou R$ 30 – e esperar as melhores oportunidades.

De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes de São Paulo, só em julho, o preço dos combustíveis mudou mais de 20 vezes.

Por isso, para o presidente do Sincopetro, é natural que o motorista se sinta meio perdido mesmo. Segundo a ANP, o preço médio da gasolina na cidade de São Paulo é de R$ 3,14 e do etanol, R$ 2,12.

Circulando pela cidade, a nossa reportagem observou que a variação no valor do etanol, por exemplo, pode chegar a R$ 0,60 centavos e, no caso da gasolina, a R$ 1.

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