Buracos e semáforos apagados dividem a atenção dos motoristas em São Paulo

Por Eliane Quinalia
Na rua Capivari, carros têm que invadir outra faixa/André Porto/Metro
Buracos e semáforos apagados dividem a atenção dos motoristas em São Paulo

A sensação é de dirigir em um rali, com muitos obstáculos, mas não é uma prova esportiva: semáforos apagados e buracos pelo asfalto  fazem parte do dia a dia do motorista paulistano.

“Senti que estava em um rali agora mesmo, tem muito buraco, fica o caos”, descreveu a veterinária Lívia Garcia, 26 anos, em Pinheiros (zona oeste).

Próximo dali, semáforos apagados ou piscantes na avenida Sumaré tornavam a travessia de cruzamentos mais perigosas. E buracos atrapalhavam a vida de motoristas em plena avenida Brigadeiro Faria Lima.

Perto do Ibirapuera (zona sul), na praça Ibrahim Nobre, um buraco “recebe” motoristas e motociclistas que vêm da avenida 23 de Maio.

A frequência de buracos é tanta que há quem deixe o carro em casa para evitá-los, como o cuidador de idosos Ronaldo Mikhin, 68 anos. “Acabo usando mais ônibus porque, do jeito que está, dá para pegar um buraco por dia. Ontem mesmo caí em um”, disse.

Em muitos locais, cones “substituem” os semáforos apagados. Na frente do Fórum Criminal da Barra Funda (zona oeste), por exemplo, o equipamento está apagado há semanas, e os cones fechando uma pista para afunilar o trânsito.

Na avenida Rio Branco (centro), os cones fechando cruzamentos por causa de semáforos apagados já fazem “parte da paisagem”.

Esses são alguns exemplos. Cada motorista tem o seu em seu trajeto: um semáforo quebrado, um buraco de “estimação”. Ou ambos. Rali das ruas.

Buracos têm verba extra; semáforos, novo contrato
A Prefeitura de São Paulo anunciou ontem oficialmente o aporte extra de R$ 10 milhões para a produção de asfalto para acelerar o serviço de tapa-buracos.

Sobre os buracos apontados pela reportagem, a prefeitura informou que verificaria se são de responsabilidade do município – caso em que seriam incluídos na programação das regionais – ou de concessionárias.

Sobre os semáforos, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou que está trabalhando para restabelecer no prazo mais rápido possível os problemas nos semáforos citados pela reportagem nas regiões de Campos Elíseos, Barra Funda e Perdizes, provocados pelos constantes atos de vandalismo e furto de cabos.

A companhia disse ainda que realizou pregão para contratar três empresas para fazer a manutenção dos equipamentos, o que vai aumentar as equipes para o serviço. A expectativa é que os contratos sejam assinados em 15 dias.   

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