PM e manifestantes entram em confronto na Câmara de Curitiba

Por Carolina Santos
Narley Resende/Paraná Portal
PM e manifestantes entram em confronto na Câmara de Curitiba

Os servidores de Curitiba que protestavam em frente a Câmara Municipal entraram em confronto com os Policiais Militares que cercavam a casa, durante a votação de quatro projetos do pacote do Rafael Greca (PMN), na manhã desta terça-feira (20).

Os manifestantes derrubaram as grades de proteção montadas pelo esquema de segurança, avançaram e quebraram a porta principal da casa, vidraças, atiraram objetos e foram contidos pela PM, com spray de pimenta e bombas de efeito moral.

A sessão plenária foi suspensa e não há previsão de retorno. O efetivo policial foi reforçado. Os soldados se posicionam nas entradas da casa, ao lado de dentro e de fora, para evitar que os servidores avancem e cheguem ao plenário. Ainda não foi divulgado o número de pessoas feridas.

 

As autoridades cogitam retirar os vereadores da Câmara.

Os policiais estavam em frente ao prédio desde a noite de segunda-feira (19), com o objetivo de garantir a votação de hoje.

 

 

Projetos

Estavam na pauta de votação quatro os projetos de lei do chamado Plano de Recuperação, que tiveram urgência aprovada em plenário e que “trancam a pauta” até que se encerrem as votações ou tenham o regime extinto.

As propostas são a que pretende mexer na previdência dos servidores municipais (005.00194.2017); a que adia de 31 de março para 31 de outubro a data-base e congela carreiras do funcionalismo (005.00196.2017); a que autoriza o leilão de dívidas contraídas até 2016 (005.00198.2017); e a que propõe a Lei de Responsabilidade Fiscal do Município (002.00020.2017).

Segunda invasão

Os servidores ocuparam o plenário da Casa na última terça-feira (13) de forma pacífica para evitar a votação dos projetos na casa.

Com forte esquema de segurança, Câmara tenta aprovar pacote de Greca
A ocupação foi a justificativa do líder do prefeito na casa, vereador Pier Petruzziello (PTB) para o efetivo policial de hoje. “Não seria necessário se não tivéssemos sofrido duas invasões, servidores mantidos em cárcere privado e algumas ameaças. Para segurança de todos os envolvidos se faz necessário [o esquema se segurança], os vereadores foram eleitos para votar”.

“É lamentável. A Câmara é para ser um espaço de representação das demandas populares. Estamos alertando desde o início que a má condução desse processo por base da base do governo no executivo está exacerbando o nervo de todo mundo. O regime de urgência é totalmente desnecessário”, afirmou o vereador Goura, antes da invasão de hoje.

Trânsito

As duas vias da rua Visconde de Guarapuava estão bloqueadas pelos manifestantes. No início da manhã, houve um bloqueio de 40 minutos na esquina das avenidas Marechal Floriano e Sete de Setembro.

De acordo com a Urbs, a normalização dos horários destas linhas vai levar aproximadamente duas horas. “Pouco mais de meia hora de bloqueio e temos um transtorno imenso para os passageiros”, afirmou o gestor de Fiscalização, Amilton Daemme.

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