Marcha pede exoneração de professor da Unicamp

Por TOTE NUNES - Metro Campinas
Estudantes em protesto em frente a Faculdade de Medicina da Unicamp | - DENNY CÉSARE/FOLHAPRESS
Marcha pede exoneração de professor da Unicamp

Membros do Núcleo de Consciência Negra da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), estudantes e servidores realizaram um ato ontem, contra manifestações do professor da Faculdade de Medicina da universidade, Paulo Palma, que se posicionou contra a decisão da reitoria de adotar as cotas étnico-raciais a partir de 2019.

O grupo considerou as declarações do professor como racistas e pediu a exoneração do docente.

Assim que o Consu (Conselho Universitário) decidiu  criar um grupo de estudos com a atribuição de implantar o sistema de cotas raciais, Palma reagiu. Foi às redes sociais e passou a criticar a medida.

Na página do reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, ele escreveu. “…com a resolução publicada hoje, e com tantos cotistas ingressando na Unicamp, sugiro mudança de nome dessa universidade para Escola Estadual de Terceiro Grau Zeferino Vaz. Próximo passo será cotas para ingressar na carreira docente? Let’s make Unicamp great again!”

O estudante do curso de Filosofia e membro do Núcleo de Consciência Negra, Bruno Ribeiro, disse ontem que o professor foi além. “Ele chegou a dizer que a Unicamp estava trocando cérebros por nádegas. E isso é intolerável”, afirmou.

Ribeiro disse que a entidade pretende ingressar com uma ação na esfera criminal contra Palma e fazer uma denúncia contra ele junto a Anistia Internacional.

Para Ribeiro, a manifestação pública da reitoria condenando a atitude do professor não foi suficiente. “Não queremos apenas um manifestação de repúdio. Queremos saber como esse episódio será investigado e o que será feito”, acrescentou o aluno. Os manifestantes fizeram protesto em frente a Faculdade de Medicina.

O professor Palma foi procurado ontem, mas não respondeu aos pedidos de entrevista.   

Loading...
Revisa el siguiente artículo