Por causa da greve geral, SP não terá rodízio amanhã

Por Carolina Santos
Por Metro Jornal com BandNews FM

 

Prepare-se para um dia atribulado nesta sexta-feira na capital paulista.  A soma de greve geral – na qual devem parar metroviários, motoristas e cobradores de ônibus e ferroviários por 24 horas, a partir da 0h desta sexta-feira – mais saída para fim de semana prolongado, com o feriado da segunda-feira promete travar o trânsito, se se concretizar.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) determinou que o rodízio de veículos e a Zona Azul estarão suspensos nesta sexta-feira a capital paulista, segundo o secretário municipal de Transportes, Sérgio Avelleda. De acordo com ele, os radares espalhados pela cidade já estarão programados para não multar.

As faixas de ônibus poderão ser usadas por todos os motoristas, enquanto os corredores estarão livres apenas para o transporte escolar e para carros com duas ou mais pessoas.

Avelleda diz que o ideal é que as pessoas tentem se deslocar a pé ou de bicicletas e por viagens compartilhadas. A Prefeitura e a SPTrans estão tentando uma liminar na justiça que obrigue os sindicatos a não paralisarem os serviços nesta sexta-feira.

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Para ajudar na organização do trânsito o secretário garante que 100% do efetivo da CET estará operando normalmente.

Além disso, professores das redes municipal, estadual e privada também devem parar –nesse último caso, o movimento deve ocorrer em cerca de 60 escolas. Bancários também anunciaram adesão à greve geral, que visa protestar contra as reformas da Previdência e trabalhista, num movimento que deve ser realizado por todo o país.

Servidores da saúde também declaram apoio ao movimento, o que pode resultar em funcionamento parcial ou mesmo fechamento de unidades de saúde.

No caso dos transportes sobre trilhos, o Estado de São Paulo obteve liminar pata manter o serviço e impedir que a greve seja realizada, sob pena de multa de R$ 937 mil aos sindicatos (leia abaixo).

Mesmo ameaçados de ficarem sem o salário de sexta-feira, os servidores municipais mantiveram a decisão de aderir à greve. Na quarta-feira, o prefeito João Doria (PSDB) postou vídeo em redes sociais dizendo que os servidores que forem trabalhar poderão fazê-lo usando carros de aplicativo de transporte.

Concentrações

Diferentemente de outros movimentos de protesto, esse não deve concentrar atos na avenida Paulista.

O trajeto a ser evitado por quem não quer se encontrar com os manifestantes, que discutiram é o centro, no meio da tarde, e Pinheiros (zona oeste), no fim dela.

Às 15h, dirigentes da Força Sindical marcaram um ato para a rua Santa Ifigênia, em frente à sede do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Para o mesmo horário, os professores municipais convocam protesto na frente da prefeitura, no viaduto do Chá, onde devem decidir se vão aderir a algum movimento maior.

A CUT (Central Única dos Trabalhadores), por sua vez,  convoca um ato a partir das 17h no largo da Batata, em Pinheiros, de onde pretende caminhar até a casa do presidente Michel Temer.

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