Paralisação de professores contra a reforma da Previdência divide opiniões

Por Eliane Quinalia
Professores durante manifestação em São Paulo | Dário Oliveira/Codigo19/Folhapress Professores durante manifestação em São Paulo | Dário Oliveira/Codigo19/Folhapress

A adesão de professores das redes públicas e particulares à greve geral contra as reformas da Previdência e trabalhista, convocada por sindicatos para a próxima sexta-feira, está dividindo pais de alunos. “Não é justo que estudantes sejam prejudicados por uma demanda de sindicatos”, diz o advogado Gilson de Lima, 59 anos, que tem um filho no colégio Stockler, no Brooklin (zona sul), que optou por não suspender as aulas no dia.

A assessora de imprensa Patrícia Rabelo, 44 anos, também é contrária à greve. Ela tem uma filha de 7 anos no colégio Pentágono, em Perdizes (zona oeste), que decidiu paralisar as aulas. “Em uma escola cujo custo mensal não sai por menos de R$ 3 mil, não acho justo.”

Na outra ponta, tem quem comemore a decisão de parar. “Temos que mostrar que não estamos satisfeitos com esse desmanche que vem acontecendo”, afirma a jornalista Regina Cintra, 42 anos, que tem dois filhos no Vera Cruz, em Pinheiros (zona oeste), que já informou aos pais a suspensão das aulas na data.

A técnica de micropigmentação Clara Scotelari, 31, disse que pagará alguém para ficar com o filho de 7 anos, que estuda na escola municipal Artur Whitaker, na Vila Sônia (zona oeste), mas é favorável à greve. “Mudanças na aposentadoria e na CLT são graves e atingirão a todos”.

A paralisação de professores na rede particular, até ontem, tinha sido acatada por cerca de 60 escolas, segundo o Sinpro (sindicato de professores das escolas privadas). Em nota, a Abepar (Associação Brasileira de Escolas Particulares) se posicionou contra a greve. “Envolvem temas que nada têm a ver com escolas.”

Screen Shot 2017-04-25 at 9.23.17 PMTransporte público deve parar na 6ª  
Além dos professores, motoristas e cobradores de ônibus, metroviários, ferroviários, bancários, metalúrgicos e trabalhadores dos Correios são algumas das categorias que prometem aderir à greve geral na próxima sexta-feira.

Servidores municipais também anunciaram adesão, e o prefeito João Doria (PSDB) disse que cortará o ponto de quem faltar.

Entidades sindicais e a Polícia Militar devem se reunir hoje para discutir a logística dos atos, que vão protestar contra as reformas da Previdência e trabalhista.

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