Mortes no trânsito em São Paulo caem 7,5% no trimestre

Por: Fabíola Salani - Metro Jornal São Paulo
Acidentes nas marginais saltaram de 106 para 117, aponta a CET | Nelson Antoine/Folhapress Acidentes mataram 87 pessoas em março deste ano | Nelson Antoine/Folhapress

Uma boa notícia: o total de mortes no trânsito da capital caiu 7,5% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo  período do ano passado, segundo os dados do sistema Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo), ligado ao governo Geraldo Alckmin (PSDB). Foram 221 vítimas fatais nos três primeiros meses deste ano ante 239 em 2016.

Os pedestres continuam sendo as maiores vítimas: 106 morreram nesses três meses – mais de um por dia. A seguir, vêm os motociclistas: 65 deles perderam a vida em acidentes na capital neste ano (veja quadro).

Mas ao olhar para os dados de março apenas, um sinal de alerta: acidentes de trânsito mataram mais neste ano: 87 óbitos, contra 81 em março de 2016.

Para Renato Campestrini, gerente técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária, a queda das mortes é uma tendência que vem sendo observada, e São Paulo, especificamente, adotou medidas visando a esse resultado.

“Há o Programa de Proteção à Vida, priorização de pedestres, intensificação na fiscalização, além da redução de velocidade nas marginais, que infelizmente voltaram ao limite anterior”, afirmou.

Na gestão de Fernando Haddad (PT), o limite da velocidade nas marginais foi reduzido para 50 km/h na pista local, 60 km/h na central e 70 km/h na expressa. Em 25 de janeiro, cumprindo promessa de campanha, João Doria (PSDB) elevou os limites para 60 km/h, 70 km/h e 90 km/h, respectivamente.

Campestrini destaca que os números podem cair ainda mais se os motoristas deixarem de usar o celular enquanto dirigem – o observatório faz atualmente uma campanha de conscientização para que a prática seja evitada. “O motorista distraído com o celular pode não ver um pedestre, por exemplo”, disse. Para ele, a prática “é tão complicada e grave quanto dirigir alcoolizado”.

Sobre a alta de março, Campestrini disse que pode se dever ao fato de ter sido um mês “cheio” – sem feriados. “Precisa observar outros meses para ver se foi ponto isolado.”

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) não comentou os números.

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