"Rolezinho" no parque do Ibirapuera terá fiscalização permanente

Por: André Vieira - Metro Jornal São Paulo
Jovens e GCMs na marquise do Ibirapuera no domingo | Renato S. Cerqueira/Futura Press Jovens e GCMs na marquise do Ibirapuera no domingo | Renato S. Cerqueira/Futura Press

Realizadas nos últimos dois fins de semana, a operação especial da GCM (Guarda Civil Metropolitana) para coibir os efeitos provocados pelos ‘rolezinhos’ no parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, será permanente.

Em entrevista ao Metro Jornal, o secretário de Segurança Urbana da prefeitura, José Roberto Rodrigues de Oliveira, afirmou que a administração seguirá aumentando o efetivo no local em até 220% (de 70 para até 224 guardas, em média) abordando jovens para apreender bebidas alcoólicas.

Segundo Oliveira, os ‘rolezinhos’ têm atraído “volume muito grande de jovens que se encontram para fazer atividades de lazer no parque, que também trazem bebidas, e vez por outra drogas, e isso causa uma série de problemas.”

Nos últimos dois fins de semana, os guardas se posicionaram em dez portões do Ibirapuera para impedir a entrada de adolescentes com álcool, sobretudo em garrafas de vidro, de consumo proibido no parque. As abordagens também foram feitas dentro da área verde.

No dia 12 de março, 650 litros foram apreendidos. Na ação de anteontem, foram mais 301 litros, entre vodka, cerveja, vinho químico, uísque e catuaba.

Entre a “série de problemas” citada pelo secretário estão os casos de embriaguez. Só a prefeitura precisou socorrer pelo menos 15 jovens, com idades a partir de 12 anos, que passaram mal por conta do consumo excessivo de álcool.

Também foram levadas para delegacia oito ocorrências, em casos como tráfico de drogas (lança-perfume e maconha também foram apreendidos), ameaça e desacato.

As ações, que segundo o secretário “não são para proibir os jovens, mas para garantir que o parque seja aproveitado por todos”, reúnem a Segurança Urbana e outras pastas, como Saúde, Verde e Meio Ambiente e Direitos Humanos e Cidadania.

“Estamos diante de um problema social grave, que é o consumo de álcool pelo jovens, e vamos atacar de forma sistêmica, com cada secretaria atuando na sua área”, afirmou Oliveira.

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