Nível dos reservatórios de São Paulo sobe após chuva; Cantareira é exceção

Por Carolina Santos
Fortes chuvas atingiram São Paulo na tarde de ontem | André Lucas Almeida/Futura Press Fortes chuvas atingiram São Paulo na tarde de ontem | André Lucas Almeida/Futura Press

As fortes chuvas que atingiram São Paulo nos últimos dias aumentaram o volume armazenado de cinco importantes mananciais no abastecimento do Estado. No Alto Tietê – o segundo reservatório mais importante – o índice passou de 5,8% para 5,9%; no Guarapiranga, na zona sul da capital, o nível subiu de 33,4% para 33,8%. Também aumentou o armazenamento do Alto Cotia, de 29,1% para 30%; do Rio Grande, 63,8% para 64%; e do Rio Claro, de 30,3% para 30,5%.

Entretanto, o volume de água que atingiu os mananciais que formam o Sistema Cantareira não foi suficiente para elevar o nível na represa que caiu nesta quinta-feira (27) para 9,1% da capacidade. Os dados da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) apontam que o nível da principal fonte de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo está em queda sucessiva há 13 dias. No dia 14 deste mês, o armazenamento do sistema estava em 10,8%.

De acordo com a companhia, o Cantareira foi contemplado, nos últimos seis dias, com 44,7 milímetros (mm) de chuva. Ontem (26), foi o dia com maior precipitação, chegando a 22,3 mm. A maior chuva no mês foi no dia 14, quando se registrou 24,4 mm. No acumulado de novembro, o sistema tem 134,9 mm de chuva. Com isso, a região se aproxima da média pluviométrica histórica para o período, que é 161,2 mm.

As chuvas só devem retornar à cabeceira dos mananciais do sistema a partir da próxima terça-feira (2), conforme análise do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “A tendência é diminuir. Agora se forma um sistema, conhecido como zona de convergência de umidade, que está concentrado entre Rio de Janeiro e sul de Minas [Gerais]”, apontou Gustavo Escobar, coordenador do grupo de previsão do tempo.

Ele explica que esse sistema se formou sobre o nordeste e o norte de São Paulo, atravessando o Cantareira, o que provocou as chuvas dos últimos dias. Essa zona de convergência de umidade deslocou-se mais para o interior do país, inibindo a chuva na região nos próximos dias. Escobar destaca, no entanto, que esse sistema, típico da estação chuvosa, mostra uma normalização da chuva em São Paulo. “Não tem chovido suficiente para resolver o problema, mas pelo menos começou a chover”, avaliou.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo