Instituto Emílio Ribas cria campanha de selfies na luta contra a aids

Por fabiosaraiva
Adriane Galisteu e Mc Guiné | Divulgação Adriane Galisteu e Mc Gui | Divulgação

Como forma de divulgar o Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado no próximo dia 1º de dezembro, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas de São Paulo promove uma campanha virtual intitulada “Desafio da Camisinha”.

Com foco no público jovem, a campanha procura chamar a atenção por meio das redes sociais sobre a importância do uso do preservativo. A ideia é pedir que a população faça selfies (autorretratos) segurando um preservativo ou com mensagens de apoio à prevenção ao HIV. Além disso, quem postar a foto deve marcar até cinco amigos nas mídias como o Facebook ou Instagram, para multiplicar a mensagem de prevenção.

Entre os artistas que já aderiram à iniciativa estão os apresentadores Adriane Galisteu e Raul Gil, o cantor MC Gui e o jogador Cafu, que participaram voluntariamente da abertura da campanha e colocando fotos em suas redes sociais. A campanha utilizará as hashtags #SPcontraAids, #UseCamisinha, #UsoCamisinha #IS2Myself, #SaoPaulocontraaAids, #DesafiodaCamisinha e #DiaMundialdoCombateàAids.

Segundo a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, o foco no público jovem foi motivado pelo crescimento dos índices de infectados pelo vírus do HIV na população entre 15 e 24 anos, que responde atualmente por 1 a cada 3 novos casos da doença no Brasil.

Hortência aderiu à campanha| Divulgação Hortência aderiu à campanha| Divulgação

“O surgimento dos antirretrovirais fez com que esta população ‘baixasse a guarda’ em relação à prevenção. Os mais jovens não vivenciaram o início da epidemia da aids, nos anos 1980 e 1990, quando 22 milhões de pessoas morreram em função de complicações da doença”, alerta Jean Gorinchteyn, idealizador da campanha e médico infectologista do Instituto de Infectologista Emílio Ribas.

Ainda segundo a secretaria, somente entre 2008 e 2013, o número de casos aumentou 11% no Brasil. Para Gorinchteyn, é importante lembrar que a prevenção é o melhor caminho, pois a Aids continua sendo uma doença sem cura. Uma vez infectado, o paciente terá que conviver com a uma doença crônica, que exige disciplina e disposição para o uso contínuo de várias medicações combinadas (o coquetel) e que podem causar inúmeros efeitos colaterais.

No dia 1º, Dia Mundial de Combate à Aids, o Emílio Ribas encerrará oficialmente a campanha “Desafio da Camisinha”, com o Simpósio “A Cura da Aids: Estamos Perto?” e a tradicional soltura de balões vermelhos.

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