"Graças a Deus eu errei", diz vidente sobre queda de avião em São Paulo

Por Carolina Santos
Adesivo no formato de um avião foi colado em frente a prédio na Avenida Paulista | J.Duran Machfee/Folhapress Adesivo no formato de um avião foi colado em frente a prédio na Avenida Paulista | J.Duran Machfee/Folhapress

Videntes têm a ingrata tarefa de prever o futuro e colocar em xeque sua credibilidade caso os fatos não aconteçam de fato. “Médium de premonição reconhecido pelo alto grau de acerto de suas previsões”, como se define em seu site, Jucelino Nóbrega da Luz – que deixou muitas pessoas assustadas após prever que um avião com origem no aeroporto de Congonhas cairia em plena Avenida Paulista – se diz, porém, “muito feliz” após seu erro. “Graças a Deus que eu errei. Se eu errasse sempre, seria melhor”, disse o sensitivo ao Portal da Band.

“Não acho que tenha errado. Para mim, foi um acerto. A companhia (TAM) trocou até o número do voo, trocou a aeronave. Sinal que acreditaram em mim. Se foi um erro, foi um erro do bem. Fico feliz de estar errado nesse caso”, afirmou.

Apesar da afirmação de Jucelino, a TAM – responsável pelo voo entre São Paulo e Brasília que sofreria a queda – afirma que alterou o prefixo do voo por conta da “dinâmica de malha”, e que a mudança nada teve a ver com a premonição do vidente. A empresa não informou se a aeronave que faria o voo foi trocada, mas afirmou, porém, que há um “remanejamento de frota” que pode ocorrer por diversos fatores, como alterações climáticas, por exemplo.

Vida que segue
Enquanto Jucelino celebra o não-acontecimento do fato por ele previsto, o síndico do Edifício Barão de Serro Azul, Severino Alves de Lima – que fez um comunicado de alerta do risco da queda do avião aos condôminos – se diz com a sensação de dever cumprido, mesmo sem nada ter ocorrido no local.

Segundo Severino, o medo de um possível acidente fez com que a presença no edifício que administra – que tem população fixa de 2,5 mil pessoas e flutuante de 4,5 mil – diminuísse 30% pela manhã. “À tarde a situação começou a normalizar; todo mundo voltou à rotina. É vida que segue.”

Apesar de ter encaminhado um comunicado sobre um risco para muitos sem fundamento, Severino afirma que não foi alvo de críticas nem piadas. “Comigo ninguém falou nada, mas o pessoal brincou jogando avião de papel pelas janelas”, contou.

Veja expectativa antes da data marcada para o acidente:

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