Israel destrói casa de palestino que matou dois

Por Carolina Santos
Parente de Shaloudi mostra foto dele em casa destruída | Ahmad Gharabli/AFP Parente de Shaloudi mostra foto dele em casa destruída | Ahmad Gharabli/AFP

Israel destruiu nesta quarta-feira a casa de um palestino que atropelou e matou duas pessoas em uma estação de trem em Jerusalém em outubro. A ação ocorre um dia após dois militantes terem matado quatro rabinos e um policial em uma sinagoga da cidade. O terrorista Abdel-Rahman Shaloudi, que morava na região oriental de Jerusalém, foi morto a tiros pela polícia enquanto tentava fugir após os atropelamentos.

A casa de Shaloudi, de 21 anos, foi implodida antes do amanhecer, disseram a polícia e as forças militares. O local tem sido cena de confrontos desde o incidente, que a família dele diz ter sido um acidente de trânsito. Um dos mortos no ataque de outubro era um bebê de três meses.

O Exército de Israel tem explodido ou demolido casas de terroristas há décadas, mas havia parado com essa prática em 2005, dizendo ser contraproducente em seu esforço de desencorajar ataques. Demolições com aprovação judicial voltaram a acontecer neste ano.

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Violência e tensão

A violência e a tensão em Jerusalém e em outras áreas de Israel e da Palestina têm aumentado desde julho, quando um adolescente palestino foi queimado até a morte por agressores judeus, alegadamente como vingança pelo sequestro e assassinato de três adolescentes judeus por palestinos na Cisjordânia.

O incidente desencadeou a guerra entre o Exército de Israel e o grupo palestino Hamas, no verão local.

A pressão de judeus ortodoxos para que possam orar em um santuário na Cidade Velha, sagrado tanto para muçulmanos quanto para judeus, em desafio a uma proibição de décadas concordada por Israel, também tem contribuído para as tensões.

Após ataque, Jerusalém tenta retomar normalidade

Tensos, mas devotados à prática religiosa, fiéis voltaram ontem à sinagoga de Jerusalém onde quatro judeus ultraortodoxos e um policial druso foram mortos em um ataque palestino na terça-feira.

O ataque foi o pior na cidade desde 2008, quando um palestino armado matou oito pessoas em uma escola religiosa. A segurança na sinagoga e em outros locais religiosos foi reforçada ontem.

Palestinos de Jerusalém Oriental expressaram temores por sua segurança em meio à escalada na violência. A polícia ergueu postos de verificação e balões de vigilância presos ao chão flutuavam acima de suas cabeças. 

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